Leia o texto a seguir.
A Educação em Saúde é inerente a todas as práticas
desenvolvidas no âmbito do SUS. Como prática transversal
proporciona a articulação entre todos os níveis de gestão do
sistema, representando dispositivo essencial tanto para
formulação da política de saúde de forma compartilhada, como
às ações que acontecem na relação direta dos serviços com os
usuários. Nesse sentido tais práticas devem ser valorizadas e
qualificadas, a fim de que contribuam cada vez mais para a
afirmação do SUS como a política pública que tem
proporcionado maior inclusão social, não somente por promover
a apropriação do significado de saúde enquanto direito por parte
da população, como também pela promoção da cidadania. É
preciso também repensar a Educação em Saúde na perspectiva
da participação social, compreendendo que as verdadeiras
práticas educativas somente têm lugar entre sujeitos sociais e,
desse modo, devem estar presentes nos processos de
educação permanente para o controle social, de mobilização
em defesa do SUS e como tema relevante para os movimentos
sociais que lutam em prol de uma vida digna. O princípio da
integralidade do SUS diz respeito tanto à atenção integral em
todos os níveis do sistema, como também à integralidade de
saberes, práticas, vivências e espaços de cuidado. Para tanto,
torna-se necessário o desenvolvimento de ações de educação
em saúde numa perspectiva dialógica, emancipadora,
participativa, criativa e que contribua para a autonomia do
usuário, no que diz respeito à sua condição de sujeito de direitos
e autor de sua trajetória de saúde e doença; e autonomia dos
profissionais diante da possibilidade de reinventar modos de
cuidado mais humanizados, compartilhados e integrais.
BRASIL. Ministério da Saúde. Disponível em:
<https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderno_educacao_popularsaudep1.p
df>. Acesso em: 10 nov. 2023.
O que é Educação Popular em Saúde (EPS)?