Sobretudo a partir do século XIX, a perspectiva que passava a predominar prognosticava o desaparecimento total dos povos indígenas. A tese da extinção, sustentada
por sucessivas correntes do pensamento social brasileiro e reforçada, mais tarde, pelas teorias que orientavam
a antropologia no país, encontrava na história uma sólida base de apoio. Assim, para von Martius, as sociedades americanas, enquanto frutos de uma decadência ou
degenerescência histórica, traziam “já visível o gérmen
do desaparecimento rápido”.
(John Manuel Monteiro. O desafio da história indígena no Brasil.
Em: Aracy Lopes da Silva e Luís Donisete Benzi Grupioni (org.).
A temática indígena na escola: novos subsídios para
professores de 1° e 2° graus, 1995)
De acordo com John Monteiro, a partir dos anos finais do
século XX, o contexto abordado pelo fragmento