A miríade de sintomas afeta significativamente a qualidade de
vida e resulta em deficiências físicas e psicossociais, com implicações de longo alcance para a família, emprego e independência.
As pessoas com fibromialgia são frequentemente intolerantes à
atividade física e tendem a ter um estilo de vida sedentário, o
que aumenta o risco de morbidade adicional. Como resultado
de extensas queixas somáticas e incapacidade, as pessoas com
fibromialgia normalmente fazem um número maior de consultas médicas a cada ano e recrutam mais especialistas para seus
cuidados. Considerando que uma das novas propostas terapêuticas inclui o uso de plataformas vibratórias, marque V para
as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) A fibromialgia é uma síndrome crônica marcada por dor
generalizada, fadiga, vigília não revigorada e sintomas cognitivos. A maioria das pessoas com fibromialgia apresenta
sintomas gastrointestinais, além de distúrbios no sono,
humor e cognição. Evidências atuais apoiam o modelo de
amplificação central da percepção da dor, que pode ser
desenvolvida e mantida por uma variedade de fatores que
influenciam a desregulação de neurotransmissores e neuro-hormônios, como etiologia.
( ) O treinamento físico é comumente recomendado para
adultos com fibromialgia. O exercício de vibração de
corpo inteiro (WBV) usa uma plataforma oscilante vertical ou rotativa como um estímulo de exercício enquanto o indivíduo se envolve em posicionamento estático sustentado ou movimentos dinâmicos.
( ) WBV é caracterizada por transições cíclicas entre contrações musculares excêntricas e concêntricas. Alguns estudos demonstraram os efeitos imediatos da VCI sobre a atividade eletromiográfica (EMG). A vibração sentada, com
frequências entre 0,3 Hz e 5 Hz (níveis de aceleração de
pico entre 1,2 g e 2,0 g [12 m/s² e 20 m/s²]), demonstrou
produzir atividade EMG síncrona de vibração no músculo
eretor da espinha.
( ) A maioria dos pacientes refere alodinia e, nesses casos, a
resposta à vibração de corpo inteiro (WBV) não é significativa. A vibração da plataforma engana o corpo fazendo-o
pensar que está caindo, forçando os músculos a se contraírem e relaxarem dezenas de vezes a cada minuto.
( ) Para frequências de vibração geralmente aplicadas para
fins de exercício, os efeitos na amplitude EMG do vasto
lateral são maiores em 30 Hz do que em 40 Hz ou 50 Hz. As
respostas EMG geralmente parecem ser mais pronunciadas na alternância lateral do que na WBV síncrona.
( ) Durante WBV, as vibrações são transmitidas em rápida
sucessão de um segmento do corpo humano para o próximo (por exemplo, do pé à panturrilha, da panturrilha à
coxa). A quantidade de energia vibratória transmitida depende da rigidez musculoesquelética e do amortecimento
da vibração. A rigidez axial efetiva do corpo é aumentada
por membros e leva a um aumento na frequência de
ressonância. A postura apropriada pode ajudar a minimizar a ressonância. Ficar de pé no antepé envolverá atuadores da articulação do tornozelo (ou seja, os músculos da panturrilha) no processo de amortecimento, o que não é
o caso quando a postura é no meio do pé. Colocar peso no
antepé pode ajudar a evitar a ressonância e aumentar o
amortecimento da musculatura, reduzindo, assim, a transmissão da vibração ao tronco.
( ) Entre as várias plataformas, podem distinguir-se dois tipos
diferentes de transferência de energia. O primeiro tipo –
WBV síncrona – transfere vibração para ambos os pés de
forma síncrona, e o segundo tipo opera de forma alternada
lateralmente, de modo que o pé direito fica mais baixo
quando o pé esquerdo está mais alto (e vice-versa). Tem
sido argumentado que a vibração lateral alternada evoca
movimentos rotacionais ao redor do quadril e das articulações lombossacrais. Este movimento introduz um grau adicional de liberdade; portanto, a impedância mecânica de
todo o corpo é maior na alternância lateral do que na VCI
síncrona.
A sequência está correta em