A Ergonomia é o estudo do relacionamento do homem
com seu trabalho, equipamento e ambiente e, particularmente, a aplicação de conhecimentos presentes em diversas disciplinas na solução de problemas oriundos desse
relacionamento. Dessa maneira, é correto afirmar que
A o surgimento e a consolidação da psicologia cognitiva, como referência teórica da psicologia do trabalho,
instrumentalizou a superação de qualquer contradição entre a necessidade de compreender o raciocínio dos trabalhadores e o comportamentalismo.
B se o quadro teórico das ciências cognitivas é essencial para a análise ergonômica do trabalho, ele não é,
porém, suficiente, pois as exigências físicas, a diversidade dos trabalhadores e as variações de seu estado fisiológico e psíquico não podem ser desprezados
e são estranhos ao modelo cognitivo.
C ao receber uma demanda para a melhoria da
organização do trabalho mediante uma intervenção ergonômica no ambiente de trabalho, o ergonomista deverá realizar análise do ambiente técnico, econômico, social e político, definindo com seu
interlocutor em quais etapas ou circunstâncias será
permitido ouvir os trabalhadores.
D a metodologia de análise ergonômica varia de um
autor para outro e também em função do tipo de
intervenção, mas contempla etapas comuns entre
diversas abordagens, como a análise preliminar da
demanda, promovida em conjunto com os trabalhadores que teoricamente seriam impactados pela
intervenção no ambiente de trabalho.
E a análise das atividades e da situação de trabalho
constitui o núcleo essencial do trabalho do ergonomista que, segundo a linha de pensamento hegemônico da Ergonomia moderna, deve contemplar
um inventário exaustivo das atividades humanas no
trabalho, sejam de caráter prescrito ou modos alternativos implementados pelos trabalhadores.