A Ergonomia é o estudo do relacionamento entre o homem e seu trabalho e, particularmente, a aplicação dos
conhecimentos multidisciplinares na solução dos problemas surgidos desse relacionamento. Nesse contexto, e
considerando ainda a legislação aplicada ao tema, é correto afirmar que
A os controles concebidos atendendo as especificidades das tarefas podem ser administrativos ou de engenharia, sendo exemplos destes a realocação de
tarefas de trabalho (como a rotação de trabalhadores
e dilatação do tempo), de modo a evitar que o trabalhador não gaste integralmente a jornada de trabalho
em tarefas de alta demanda.
B a compreensão de que um melhor relacionamento
dos homens, com as ferramentas que utilizam, fez
com que, na Administração Científica do Trabalho,
conforme proposição de Alain Wisner, a seleção dos
trabalhadores se desse em função do esforço a que
seriam submetidos no trabalho.
C a organização do trabalho, para efeito da aplicação
da Norma Regulamentadora pertinente à Ergonomia,
deve levar em consideração: a) as normas de produção; b) o modo operatório, quando aplicável; c) a
exigência de tempo; d) o ritmo de trabalho; e) o conteúdo das tarefas e os instrumentos e meios técnicos
disponíveis; e f) os aspectos cognitivos que possam
comprometer a segurança e a saúde do trabalhador.
D o transporte e a descarga de materiais feitos por impulsão ou tração de vagonetes, carros de mão ou
qualquer outro aparelho mecânico, devem observar
a carga, a frequência, a pega, a distância percorrida
e as características de transitabilidade do percurso,
para que não comprometam a saúde ou a segurança
do trabalhador.
E de acordo com os aportes teóricos e experimentais
da psicopatologia do trabalho, a fragmentação de
tarefas, ainda que com tempo exíguo para sua execução, é suportada pelos operadores por implicar relaxamento cognitivo associado ao descompromisso
com o resultado final de uma linha de produção.