A Clínica Ampliada cria possibilidades de integrar a equipe de trabalhadores da saúde de diferentes áreas. A proposta engloba alguns
eixos fundamentais e apenas um destes está exposto CORRETAMENTE a seguir:
A Construção compartilhada dos diagnósticos e terapêuticas, que tem como base a complexidade da clínica e o fortalecimento de
cada área profissional, que não sabe como lidar isoladamente com essa complexidade. O reconhecimento da complexidade deve
significar uma ruptura com o isolamento e a necessidade de soluções em comum.
B A transformação dos “meios” ou instrumentos de trabalho, uma vez que eles quase nunca se modificam no cotidiano ou na Clínica
Ampliada. São necessários arranjos e dispositivos de gestão que melhorem a capacidade nos serviços, a capacidade de lidar com
condutas automatizadas de forma acrítica, de lidar com as famílias e comunidades.
C Suporte para os profissionais de saúde, porque a clínica com objeto de trabalho reduzido permite ao profissional ouvir uma pessoa
ou um coletivo em sofrimento e, assim, tentar lidar com a própria dor ou medo que o trabalho em saúde pode trazer. Aprender a lidar
com as próprias dificuldades, identificações positivas e negativas é parte do aprendizado profissional.
D A ampliação do “objeto de trabalho”, que se fundamenta no fato de que as doenças, as epidemias, os problemas sociais acontecem
com pessoas e grupos de pessoas. O objeto de trabalho de qualquer profissional de saúde deve ser a solução do problema
apresentado, seja em forma de cura ou indicação de busca incessante por este objetivo.
E Compreensão ampliada do processo saúde-doença, que busca evitar uma abordagem que privilegie excessivamente algum
conhecimento específico. Cada teoria faz um recorte parcialmente arbitrário da realidade. A Clínica Ampliada procura construir
sínteses singulares tensionando os limites de cada matriz disciplinar. Ela coloca em primeiro plano a situação real do trabalho em
saúde, vivida a cada instante por sujeitos reais.