A ocorrência de microcefalia relacionada à infecção pelo zika vírus levou o Ministério da Saúde a elencar diretrizes para a
estimulação precoce de crianças com atraso no seu desenvolvimento decorrentes desta infecção. Segundo esse documento,
cabe ao fonoaudiólogo
A aplicar as escalas de desenvolvimento motor, importantes para detectar sinais neurológicos anormais precoces que
sugiram a existência de uma paralisa cerebral, que deve ser trabalhada o quanto antes para melhoria do prognóstico.
B identificar as disfunções visuais, por meio de testes visuais conjuntos à triagem auditiva realizada na maternidade, uma vez
que a visão é um sentido interligado à audição no desenvolvimento de linguagem. A correlação de falhas de ambos os sentidos nestes testes é um importante instrumento para o correto encaminhamento para o trabalho de estimulação precoce.
C identificar precocemente as perdas auditivas que possibilitem imediata intervenção de colocação de implante coclear, de
modo que a criança possa ter seu desenvolvimento de fala e de linguagem sem os prejuízos da falta de audição.
D capacitar os cuidadores das crianças para a estimulação de linguagem desde cedo, porque o que importa é a quantidade
de input linguístico, em outras palavras, a quantidade de vezes que esses cuidadores falam com a criança ao longo do dia.
A qualidade das intervenções deve ser realizada na terapia com o fonoaudiólogo.
E incentivar o aleitamento materno, pois quando está mamando no seio da mãe, o bebê está trabalhando todas suas estruturas orais o que é benéfico para o correto desenvolvimento da face e dos órgãos envolvidos na mastigação, deglutição e fala.