Ícone Questionei
QuestõesDisciplinasBancasDashboardSimuladosCadernoRaio-XBlog
Logo Questionei

Links Úteis

  • Início
  • Questões
  • Disciplinas
  • Simulados

Legal

  • Termos de Uso
  • Termos de Adesão
  • Política de Privacidade

Disciplinas

  • Matemática
  • Informática
  • Português
  • Raciocínio Lógico
  • Direito Administrativo

Bancas

  • FGV
  • CESPE
  • VUNESP
  • FCC
  • CESGRANRIO

© 2026 Questionei. Todos os direitos reservados.

Feito com ❤️ para educação

/
/
/
/
/
/
  1. Início/
  2. Questões/
  3. Língua Portuguesa/
  4. Questão 457941201892946

No texto, são construídas sequências referenciais de sinônimos. Lei...

📅 2019🏢 UFRR🎯 UFRR📚 Língua Portuguesa
#Semântica Contextual#Análise Textual

1

457941201892946
Ano: 2019Banca: UFRROrganização: UFRRDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Semântica Contextual | Análise Textual
Texto associado

                                               TEXTO I

         POLÍTICA É PRINCIPAL ASSUNTO DAS FAKE NEWS NO WHATSAPP

Troca de notícias falsas em aplicativo aumenta significativamente em períodos próximos às eleições, diz pesquisa.


      Após analisar por um ano 120 grupos de WhatsApp, pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) descobriram que as correntes de mensagens que continham fake news sobre política atingiam mais usuários do que as conversas com desinformação de outros assuntos. O conteúdo enganoso de política também suscitou discussões mais longas e mais duradouras no aplicativo.

      Os autores da pesquisa identificaram ainda um aumento significativo nas conversas políticas com dados falsos perto das eleições. "Teve um pico enorme. O momento político favoreceu a discussão com fake news no WhatsApp", disse um dos coautores do estudo, Josemar Alves, pesquisador de Ciência da Computação da UFMG.

      Estudos sobre desinformação no WhatsApp ainda são raros por causa da natureza privada do aplicativo. As mensagens enviadas são criptografadas de ponta a ponta, o que quer dizer que não podem ser lidas por terceiros. Para driblar essa dificuldade, os pesquisadores selecionaram aleatoriamente na internet links de grupos públicos - aqueles em que qualquer um pode participar com uma URL de convite.

      Os autores de "Caracterizando cascatas de atenção em grupos de WhatsApp" coletaram 1,7 milhão de mensagens trocadas por 30,7 mil usuários nesses grupos entre outubro de 2017 e novembro de 2018. A maioria tinha discussão com temática política: 78 dos 120 grupos. Estes espaços virtuais foram monitorados de outubro de 2017 a novembro de 2018.

      Os pesquisadores perceberam que, em grupos de WhatsApp, a função de responder diretamente a uma mensagem criava um encadeamento nas conversas. Eles chamaram essas correntes de mensagens de "cascatas de atenção". Durante o período de análise, os autores identificaram mais de 150 mil discussões desse tipo.

      O próximo passo do estudo foi comparar as mensagens enviadas nessas cascatas a textos de seis sites de fact checking brasileiros - incluindo o Comprova, coalizão de 24 veículos de mídia da qual faz parte o jornal O Estado de São Paulo. Os autores encontraram 666 discussões com conteúdo comprovadamente falsos, 92% delas com teor político.

      Os resultados seguem a mesma linha de descoberta de outros trabalhos sobre desinformação, segundo o professor da UFMG Virgílio Almeida, coautor do estudo e associado ao Berkman Klein Center for Internet & Society, da Universidade de Harvard.

      Uma pesquisa publicada em 2018 na revista americana Science mostrou que, no Twitter, a desinformação, especialmente sobre política, viaja mais rápido e atinge mais usuários que qualquer outra categoria de informação.

      O estudo americano também mostrou que conteúdo falso inspirava medo, nojo e surpresa em seus consumidores. Almeida diz que essa característica pode apontar para uma possível interpretação dos dados levantados pela UFMG. "Uma conjectura é a situação polarizada do país, a situação política refletindo no mundo online. O que alguns estudos de interpretação dessa questão têm mostrado é que as pessoas aparentemente têm a atenção mais chamada por sentimentos negativos e falsidades que expressam essas questões".

      O que a pesquisa brasileira tem de novidade é principalmente a ambientação no WhatsApp. Diferentemente do Twitter, Facebook e outras redes sociais, o aplicativo não tem algoritmos que influenciam o que os usuários veem primeiro. A ordem de leitura das mensagens é cronológica; é o próprio usuário que define o que quer discutir e o que chama mais sua atenção - o que lhe dá papel fundamental na propagação das fake news. "O conteúdo daquela fake news está de acordo com o que a pessoa acredita e faz com que ela passe para frente aquele conteúdo", disse Josemar Alves.

      O fato de o WhatsApp ser fechado também pode facilitar a disseminação de conteúdo falso. Outro estudo citado pelos pesquisadores brasileiros indica que um "custo social" maior de compartilhar uma falsidade pode fazer o usuário esperar e observar o grupo antes de repassar algo.

      O WhatsApp poderia tomar algumas medidas para elevar o custo de repassar fake news no aplicativo. Alves diz que a plataforma poderia criar uma função para que moderadores ou usuários denunciassem pessoas que enviassem conteúdo indevido ou falsificado.

      Recentemente, a empresa dificultou o encaminhamento de mensagens, limitando o número de repasses que podem ser feitos de uma só vez. 

      Agora, os pesquisadores da UFMG dizem que vão continuar a fazer pesquisas sobre desinformação no WhatsApp, voltando a atenção também para entender como o discurso de ódio se propaga no aplicativo. Alves ressalta que são necessários outros estudos para comparar resultados.

      "É fundamental entender como o WhatsApp é usado pelas pessoas e como ela impacta a sociedade e questões da sociedade e política. Tem poucos trabalhos na literatura pela questão da criptografia e também por ser uma ferramenta mais nova", diz ele.

      Além de Alves e Almeida, o estudo também é assinado por Gabriel Magno, pesquisador de Ciência da Computação da UFMG, Marcos Gonçalves e Jussara Almeida, professores de Ciência da Computação da UFMG, e Humberto Marques-Neto, professor de Ciência da Computação da Pontifícia Universidade Católica de Minas (PUC-Minas). 

(FONTE: Alessandra Monnerat, O Estado de S.Paulo - 12 de maio de 2019 - disponível em: https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,politica-e-principal-assunto-das-fake-news-no-whatsapp,70002825358)

No texto, são construídas sequências referenciais de sinônimos. Leia as opções abaixo e indique o item que contém a sequência errada:


I. fake news - notícias falsas - desinformação - conteúdo enganoso

II. fake news - conteúdos falsos - dados falsos - categoria de desinformação

III. grupos - espaços virtuais - cascata

IV. encadeamento - correntes - cascatas

V. grupos - correntes - cascatas

Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão

Esta questão foi aplicada no ano de 2019 pela banca UFRR no concurso para UFRR. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Semântica Contextual, Análise Textual.

Esta é uma questão de múltipla escolha com 5 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.

Acelere sua aprovação com o Premium

  • Gabaritos comentados ilimitados
  • Caderno de erros inteligente
  • Raio-X da banca
Conhecer Premium

Questões relacionadas para praticar

Questão 457941200041686Língua Portuguesa

No subtítulo da notícia: “A decisão vai ao encontro de um crescente movimento global.”, o contrário do sentido da expressão destacada está posto na fr...

#Semântica Contextual#Análise Textual#Compreensão e Interpretação Textual
Questão 457941200287613Língua Portuguesa

Observe as orações abaixo retiradas do TEXTO I e, em seguida, marque a proposição correta: I. “mas sem definir a porcentagem” II. “mas não significa q...

#Análise Sintática#Orações Coordenadas Sindéticas#Sintaxe
Questão 457941200471204Língua Portuguesa

Marque a opção que apresenta um exemplo de inversão sintática:

#Análise Sintática#Análise Textual#Sintaxe
Questão 457941200628039Língua Portuguesa

A tipologia textual é uma categoria de classificação diferente da classificação de gêneros textuais. O texto I, como gênero textual, recebe a classifi...

#Tipos Textuais#Análise Textual
Questão 457941200741083Língua Portuguesa

Marque a opção errada em relação aos usos de onde e aonde de acordo com a Norma Culta:

#Dificuldades da Língua Padrão#Uso de Onde e Aonde
Questão 457941200992391Língua Portuguesa

Sobre o uso do acento indicativo de crase, a única opção em que há o uso CORRETO é:

#Uso da Crase#Regras de Crase
Questão 457941201126894Língua Portuguesa

"Se banham com leite, se arrumam/Suas melenas/ Quando fustigadas não choram/ Se ajoelham, pedem, imploram" Nos versos citados da música, podemos subst...

#Semântica Contextual#Análise Textual
Questão 457941201185239Língua Portuguesa

Atente-se ao seguinte trecho: “O relatório Forest Pathways 2023, lançado nesta terça-feira (24) pelo WWF, argumenta que se os líderes e as empresas ma...

#Orações Subordinadas Adverbiais#Sintaxe
Questão 457941201282372Língua Portuguesa

Sobre o título do TEXTO I é correto afirmar que:

#Análise Sintática#Sintaxe
Questão 457941201994268Língua Portuguesa

Marque a opção que apresenta um exemplo de inversão sintática:

#Reescrita Textual#Análise Textual

Continue estudando

Mais questões de Língua PortuguesaQuestões sobre Semântica ContextualQuestões do UFRR