Pauta de destaque nos documentos de organismos
internacionais e presente nas políticas públicas desde as
últimas décadas, o tema da sexualidade e gênero na
educação escolar é de grande relevância. O que se projeta
nessas agências internacionais e nas políticas públicas é
A que se possa fazer uso da instituição escolar
(qualificada por sua capilaridade, alcance e sentido)
para conferir tratamento sistemático ao tema da
sexualidade e gênero, informando, provocando
discussões e favorecendo mudanças em direção à
redução das desigualdades sociais que afetam e, por
vezes, impedem a permanência das crianças e dos
jovens na escola.
B que se possa elaborar uma outra estrutura curricular
para a escola, que deixe de ser baseada na ciência, mas
em conteúdos culturais e ideológicos, porque inexistem
evidências empíricas da efetiva desigualdade entre
homens e mulheres, tampouco de assimetrias
correlacionadas ao gênero no tocante à escola, à saúde
e ao emprego.
C a construção de um processo formativo no qual as
desigualdades entre homens e mulheres sejam um tema
presente no currículo escolar, o que efetivamente
caracteriza um desvio do papel da escola, visto que esta
deve ser neutra e lidar estritamente com conhecimentos
científicos.
D a promoção de uma pauta identitária que ratifique o
lugar da mulher em nosso modelo societal e que, a longo
prazo, permita mobilizar a comunidade escolar e as
políticas públicas em torno da ideia de construção de
escolas públicas segmentadas, isto é, de acordo com o
gênero do educando.