Para que o flúor participe do mecanismo anticárie, é necessário
que ele esteja na sua forma iônica denominada fluoreto.
Os diferentes meios de utilização do fluoreto agem pelo mesmo
princípio físico-químico e sua ação anticárie se dá pela forma de
como esse íon é mantido na cavidade bucal (TENUTA, CURY,
2016). Considerando o mecanismo de ação anticárie do fluoreto,
durante a escovação com dentifrício fluoretado, é correto afirmar
que
A a saliva sofre grande incorporação de fluoreto o qual, em níveis racionais, de 250 a 500 ppmF, participa ativamente no
controle da cárie, sendo necessário um enxague abundante
utilizando grande volume de água em um copo para prevenir
o desenvolvimento de fluorose pós-eruptiva.
B na concentração de 500 a 1.450 ppmF, as crianças, com dentição decídua, devem deglutir resíduos de fluoreto para
que ocorra reação química com a hidroxiapatita do esmalte
da dentição permanente, proporcionando dentes mais fortes
e justificando a maior importância do fluoreto, no controle da
cárie, na fase pré-eruptiva.
C o biofilme é removido completamente e apenas durante o
enxague abundante, utilizando grande volume de água
fluoretada, as superfícies dentárias estarão limpas e
receberão os benefícios anticáries do fluoreto.
D ocorre a remoção completa do biofilme dental, e o flúor age diretamente na hidroxiapatita das superfícies interproximais,
que é o único meio de retenção de fluoreto na cavidade
bucal, além de controlar o processo de cárie dental.
E na concentração de 1.000 a 1.500 ppmF, o biofilme dental é desorganizado e o fluoreto é disponibilizado no meio bucal
por meio da sua diluição na saliva, mantendo concentrações
elevadas por cerca de uma a duas horas, como também
pode ficar retido no biofilme dental remanescente horas após
a escovação; e, assim, quando usado de forma frequente, o dentifrício fluoretado participa ativamente no controle da
cárie.