Leia o texto a seguir:
“Ao longo de praticamente todo o século XX [...] os jovens
passaram a aparecer como alvo do discurso publicitário. Tudo
o que o jovem praticava ou consumia foi transformado em
produto, em oferta, em possibilidade via consumo. [...] Com a
plena supremacia simbólica do jovem sobre o adulto, a
juventude passou a ser um valor desejado por todos. Ser
jovem deixou de ser simplesmente ter pouca idade. E, se esse
valor passou a estar mais em um produto do que numa faixa
etária, mais em uma marca do que em uma atitude, mais em
uma roupa do que em uma forma de pensar, o acesso a essa
juventude se tornou plenamente disponível a qualquer um
que possa consumir. Hoje, a julgar pelo que vê e se transmite
pelas telas digitais da televisão, dos computadores, dos tablets
e dos celulares, já é possível envelhecer e ficar mais novo,
fazer aniversário e perder as rugas, avançar no tempo e
continuar jovem. [...] De modo que se evidencia uma lógica de
hipervalorização da juventude apropriada pelo discurso que
atualiza e dinamiza o conceito de juventude, fazendo com que
todas as novidades de mercado, todos os lançamentos,
encontrem no jovem não exata ou obrigatoriamente o seu
público-alvo efetivo, mas no jovem mítico, construído, que
tem um imenso ímpeto pelo inaugural e encarna a figura ideal
para o consumo dessas novidades.”
(Fonte: POMPEU, B.; SATO, S. K. Juventude, tecnologia e inovação. Revista Mídia e
Cotidiano, v. 11, n. 3, dez./2017. Disponível em:
https://periodicos.uff.br/midiaecotidiano/article/view/9844).
De acordo com o texto, é correto afirmar que