O amálgama é um material que por quase 200 anos resolveu com excelência a
questão de como restaurar de forma direta os dentes posteriores. No entanto, a descontinuidade de
seu uso tem sido uma discussão mundial há vários anos. Considerando as orientações do Ministério
da Saúde (2022) e da Anvisa (2019) sobre o uso de amálgama para restaurações dentárias, assinale
a alternativa correta.
A A Coordenação Geral de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, embasada em evidência científica e
respaldada pelo assessoramento técnico de pesquisadores de instituições de ensino superior do
Brasil, orienta pela descontinuidade absoluta de uso de amálgama dentário, seguindo o que foi
pactuado pelas partes na Convenção de Minamata sobre o mercúrio.
B A Anvisa proibiu, por meio da RDC nº 173, a fabricação, a importação, a comercialização e o uso,
em serviços de saúde, dos elementos mercúrio e pó para liga de amálgama; portanto, estão
proibidas as restaurações dentárias com amálgama no Brasil desde 2019.
C A COP 4.2 — Convenção de Minamata, que ocorreu na Indonésia em março de 2022, editou uma
resolução sobre o mercúrio, contra o uso de amálgama dentário em restaurações de dentes.
D A falta de adesividade do amálgama dentário aos tecidos dentários, que contribuía para uma prática
em desacordo com procedimentos de menor invasividade, deixou de ser um problema com o
desenvolvimento de novos materiais e sistemas adesivos.
E Um estudo encomendado pela Coordenação Geral de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, realizado
pela Cochrane Brazil (2020), teve como uma de suas recomendações finais: “A recomendação é a
favor do amálgama comparado a resinas compostas em dentes posteriores permanentes (Classe I
e II). Há evidências de baixa qualidade, com diferenças clinicamente significativas, de que a
restauração de amálgama versus restauração de resina composta apresenta menor risco de falha
e menor risco de cárie secundária. Para a taxa de fratura não houve diferença entre as restaurações,
com baixa qualidade da evidência”.