Homeostase é a capacidade que os animais apresentam de manter seu organismo em estado de equilíbrio dinâmico, mesmo em constante exposição a mudanças do meio externo. Tal equilíbrio baseia-se na autorregulação de processos biológicos, a chamada retroalimentação. Um exemplo de retroalimentação positiva é observado quando:
A
após uma refeição rica em carboidratos, ocorre um aumento da glicemia sanguínea, o que estimula o pâncreas a liberar insulina no sangue. As células do organismo passam a absorver mais glicose e, no fígado, a glicose absorvida será convertida em glicogênio. Esses eventos levam à redução da taxa de glicose sanguínea.
B
ocorre aumento da temperatura corporal, como durante uma atividade física intensa. O hipotálamo envia sinais para os vasos sanguíneos periféricos da pele se dilatarem, irradiando o calor, e as glândulas sudoríparas iniciam a secreção de suor. A temperatura corporal retorna ao normal.
C
no parto, o feto pressiona a cérvice (colo do útero), fazendo com que células da região, sensíveis ao estiramento, enviem sinais ao encéfalo, levando à liberação de ocitocina pela hipófise. A ocitocina estimula contrações mais fortes do útero, empurrando ainda mais o feto, aumentando o estiramento da cérvice e a liberação de mais ocitocina, num ciclo que só será interrompido com o nascimento.
D
em elevadas altitudes, o ar é rarefeito e a concentração de O2 atinge níveis muito baixos. Quimiorreceptores presentes na aorta e nas artérias carótidas do pescoço detectam essa escassez e enviam sinais para o centro respiratório, cujos nervos estimulam o diafragma e os músculos intercostais a aumentarem o ritmo e a intensidade da respiração, aumentando as trocas gasosas.
E
o corpo se desidrata, o sangue se torna mais concentrado (elevação da pressão osmótica) e a hipófise passa a liberar ADH, aumentando a reabsorção de água nos túbulos renais. A urina então, passa a ser produzida em menor volume e mais concentrada. À medida que a pressão osmótica sanguínea baixa, a secreção de ADH é inibida.