A história da educação profissional no Brasil tem várias
experiências registradas nos anos de 1800 com a adoção do
modelo de aprendizagem dos ofícios manufatureiros que se
destinava ao “amparo” da camada menos privilegiada da
sociedade brasileira. As crianças e os jovens eram
encaminhados para casas onde, além da instrução primária,
aprendiam ofícios de tipografia, encadernação, alfaiataria,
tornearia, carpintaria, sapataria, entre outros. Levando em
consideração a formação do trabalhador no Brasil, é incorreto
afirmar que
A com a chegada da família real portuguesa em 1808, D. João VI
cria o Colégio das Fábricas, considerado o primeiro
estabelecimento instalado pelo poder público, com o objetivo de
atender a educação dos artistas e aprendizes vindos de
Portugal.
B em 1906, a Comissão de Finanças do Senado diminuiu a
dotação orçamentária para os Estados instituírem escolas
técnicas e profissionais elementares com verbas próprias, sendo
criada, na Estrada de Ferro Central do Brasil, a Escola Prática
de Aprendizes das Oficinas do Engenho de Dentro, no Rio de
Janeiro. Neste mesmo ano, o Presidente da República, Afonso
Pena, em seu discurso de posse, declarou que: “A criação e
multiplicação de institutos de ensino técnico e profissional muito
podem contribuir também para o progresso das indústrias,
proporcionando-lhes mestres e operários instruídos e hábeis.
C em 1889, ao final do período imperial e um ano após a abolição
legal do trabalho escravo no país, o número total de fábricas
instaladas era de 636 estabelecimentos, com um total de
aproximadamente 54 mil trabalhadores, para uma população
total de 14 milhões de habitantes, com uma economia
acentuadamente agrário-exportadora, com predominância de
relações de trabalho rurais pré-capitalistas.
D o Presidente do Estado do Rio de Janeiro (como eram
chamados os governadores na época), Nilo Peçanha iniciou no
Brasil o ensino técnico em 1906, criando quatro escolas
profissionais naquela unidade federativa: Campos, Petrópolis,
Niterói e Paraíba do Sul, sendo as três primeiras para o ensino
de ofícios e a última voltada à aprendizagem agrícola.
E o ano de 1906 foi marcado pela consolidação do ensino técnico-industrial no Brasil. Uma das ações promovidas nesse sentido
foi a realização do “Congresso de Instrução”, que apresentou ao
Congresso Nacional um projeto de promoção do ensino prático
industrial, agrícola e comercial, a ser mantido com o apoio
conjunto do Governo da União e dos Estados. O projeto previa
a criação de campos e oficinas escolares onde os alunos dos
ginásios seriam habilitados, como aprendizes, no manuseio de
instrumentos de trabalho.