A história das teorias da comunicação é a história das separações e das diversas tentativas de articular ou não os termos do que
frequentemente surgiu sob a forma de dicotomias e oposições binárias, mais do que de níveis de análise. Daí resultou um
conjunto de conhecimentos, métodos e pontos de vista tão heterogêneos e discordantes que tornam não só difícil, mas também
insensata qualquer tentativa para se conseguir uma síntese satisfatória e exaustiva.
(WOLF, Mauro. Teorias da Comunicação. Editorial Presença, Lisboa, 1995.)
Considere que uma jornalista descobre uma denúncia de assédio moral envolvendo o diretor de uma grande empresa local.
A fonte da denúncia é um ex-funcionário que decidiu contar a sua história. Ele afirma ter provas, como e-mails e gravações,
e está disposto a compartilhá-las. O caso, se confirmado, poderia prejudicar a imagem da empresa. Após uma reunião com
a equipe, o redator-chefe analisa a matéria e decide não publicar a notícia com os argumentos de verificação insuficiente e
implicações legais e éticas. Podemos afirmar que tal caso é uma exemplificação da teoria: