“(...) ouvi passos precipitados na
escada, a campainha soou, soaram
palmas, golpes na cancela, vozes,
acudiram todos, acudi eu mesmo.
Era um escravo da casa de Sancha
que me chamava:
– Para ir lá... sinhô nadando,
sinhô morrendo.
Não disse mais nada, ou eu não lhe
ouvi o resto. Vesti-me, deixei recado
a Capitu e corri ao Flamengo.
Em caminho fui adivinhando a
verdade. Escobar meteu-se a nadar,
como usava a fazer, arriscou-se um
pouco mais fora que de costume,
apesar do mar bravio, foi enrolado e
morreu. As canoas que acudiram
mal puderam trazer-lhe o cadáver.”