O CFP, em suas “Referências Técnicas para a Atuação de Psicólogas(os) no CAPS - Centro de Atenção Psicossocial”, emite um
extenso conjunto de reflexões e orientações aos profissionais de Psicologia.
Uma das afirmações nas alternativas NÃO faz parte destas orientações:
A O vínculo começa pelo acolhimento e é uma construção que tem por objetivo buscar uma co-responsabilização do profissional e do
usuário no seu tratamento. No caso dos portadores de sofrimento mental grave, a construção desse vínculo muitas vezes é o maior
desafio para o tratamento, aos tratamentos ofertados, à dinâmica e ao cotidiano dos serviços.
B Na lida com o sofrimento mental, os profissionais dos diversos campos devem estar preparados para situações inusitadas, que
demandarão intervenções que possibilitem a construção de redes personalizadas para cada cidadão que demanda o serviço. Isso
exige a análise de situações e a produção de respostas à luz de diferentes conhecimentos e intervenções.
C É essencial que os trabalhadores dos CAPS priorizem os casos de maior complexidade, que em geral envolvem questões sociais,
fragilidade da rede de suporte social do sujeito em sofrimento, ausência de demanda de tratamento, não adesão aos tratamentos
propostos, patologias e psicopatologias em outros membros da família.
D O acolhimento no CAPS deve ser feito exclusivamente por um profissional de psicologia, que poderá necessitar de apoio imediato
de outro profissional. Porém, deverá ele próprio tomar as primeiras decisões quanto às condutas a serem adotadas.
E O campo da Saúde Mental foi considerado prioritário na política de educação permanente. No entanto, a maioria dos municípios
não incluiu em seus projetos as equipes de saúde mental como público alvo desse processo de educação.