Sob a análise acústica do vocábulo arranhãozinho, temos:
🏢 INAZ do Pará🎯 BANPARÁ📚 Língua Portuguesa
#Encontros Consonantais e Dígrafos#Fonologia#Encontros Vocálicos#Fonemas e Grafemas
Esta questão foi aplicada no ano de 2014 pela banca INAZ do Pará no concurso para BANPARÁ. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Encontros Consonantais e Dígrafos, Fonologia, Encontros Vocálicos, Fonemas e Grafemas.
Esta é uma questão de múltipla escolha com 5 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.
Vocações Luís Fernando Veríssimo. Todos diziam que a Leninha, quando crescesse, ia ser médica. Passava horas brincando de médico com as bonecas. Só que, ao contrário de outras crianças, quando largou as bonecas, não perdeu a mania. A primeira vez que tocou no rosto do namorado foi para ver se estava com febre. Só na segunda é que foi com carinho. Ia porque ia ser médica. Só tinha uma coisa. Não podia ver sangue. “Mas, Leninha, como é que...” “Deixa que eu me arranjo.” Não é que ela tivesse nojo de sangue. Desmaiava. Não podia ver carne malpassada. Ou ketchup. Um arranhãozinho era o bastante para derrubá-la. Se o arranhão fosse em outra pessoa ela corria para socorrê-la – era o instinto médico – , mas botava o curativo com o rosto virado. “Acertei? Acertei?” “Acertou o joelho. Só que é na outra perna!” Mas fez o vestibular para medicina, passou e preparou-se para começar o curso. “E as aulas de Anatomia, Leninha? Os cadáveres?” “Deixa que eu me arranjo.” Fez um trato com a Olga, colega desde o secundário. Quando abrissem um cadáver, fecharia os olhos. A Olga descreveria tudo para ela. “Agora estão no fígado. Tem uma cor meio...” “Por favor. Sem detalhes.” Conseguiu fazer todo o curso de medicina sem ver uma gota de sangue. Houve momentos em que precisou explicar os olhos fechados. “É concentração, professor.” Mas se formou. Hoje é médica, de sucesso. Não na cirurgia, claro. Se bem que chegou a pensar em convidar a Olga para fazerem uma dupla cirúrgica, ela operando com o rosto virado e a Olga dando as coordenadas. “Mais para a esquerda... Aí. Agora corta!” Está feliz. Inclusive se casou, pois encontrou uma alma gêmea. Foi num aeroporto. No bar onde foi tomar um cafezinho enquanto esperava a chamada para o embarque puxou conversa com um homem que parecia muito nervoso. “Algum problema?” – perguntou, pronta para medicá-lo. “Não” – tentou sorrir o homem. “É o avião...” “Você tem medo de voar?” “Pavor. Sempre tive.” “Então por que voa?” “Na minha profissão é preciso.” “Qual é a sua profissão?” “Piloto.” Casaram-se uma semana depois.
Sob a análise acústica do vocábulo arranhãozinho, temos: