Entre as maneiras com as quais o consumidor enfrenta a insatisfação, a principal é descartar os objetos que
a causam. A sociedade de consumidores desvaloriza a
durabilidade, igualando “velho” a “defasado”, impróprio
para continuar sendo utilizado e destinado ao descarte.
É pela alta taxa de desperdício, e pela decrescente distância temporal entre o brotar e o murchar do desejo, que
o fetichismo da subjetividade se mantém vivo e digno de
crédito, apesar da interminável série de desapontamentos que ele causa. Não se espera dos consumidores que
jurem lealdade aos objetos que obtêm com a intenção de
consumir. (Bauman, 2022. Adaptado)
Em seu texto, Zigmunt Bauman argumenta que a dinâmica da sociedade de consumidores exige, como parte
de seu funcionamento contínuo,