Ícone Questionei
QuestõesDisciplinasBancasDashboardSimuladosCadernoRaio-XBlog
Logo Questionei

Links Úteis

  • Início
  • Questões
  • Disciplinas
  • Simulados

Legal

  • Termos de Uso
  • Termos de Adesão
  • Política de Privacidade

Disciplinas

  • Matemática
  • Informática
  • Português
  • Raciocínio Lógico
  • Direito Administrativo

Bancas

  • FGV
  • CESPE
  • VUNESP
  • FCC
  • CESGRANRIO

© 2026 Questionei. Todos os direitos reservados.

Feito com ❤️ para educação

/
/
/
/
/
/
  1. Início/
  2. Questões/
  3. Língua Portuguesa/
  4. Questão 457941201963385

Em “Não é de admirar. Eram senhores, os das casas-grandes, que mandavam matar os próprios filhos.” (3° parágrafo), a con...

1

457941201963385
Ano: 2018Banca: VUNESPOrganização: UNIFESPDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Uso dos Conectivos | Sintaxe
Texto associado

Para responder à questão, leia o trecho do livro Casa-grande e senzala, de Gilberto Freyre.


       Mas a casa-grande patriarcal não foi apenas fortaleza, capela, escola, oficina, santa casa, harém, convento de moças, hospedaria. Desempenhou outra função importante na economia brasileira: foi também banco. Dentro das suas grossas paredes, debaixo dos tijolos ou mosaicos, no chão, enterrava-se dinheiro, guardavam-se joias, ouro, valores. Às vezes guardavam-se joias nas capelas, enfeitando os santos. Daí Nossas Senhoras sobrecarregadas à baiana de teteias, balangandãs, corações, cavalinhos, cachorrinhos e correntes de ouro. Os ladrões, naqueles tempos piedosos, raramente ousavam entrar nas capelas e roubar os santos. É verdade que um roubou o esplendor e outras joias de São Benedito; mas sob o pretexto, ponderável para a época, de que “negro não devia ter luxo”. Com efeito, chegou a proibir-se, nos tempos coloniais, o uso de “ornatos de algum luxo” pelos negros.

      Por segurança e precaução contra os corsários, contra os excessos demagógicos, contra as tendências comunistas dos indígenas e dos africanos, os grandes proprietários, nos seus zelos exagerados de privativismo, enterraram dentro de casa as joias e o ouro do mesmo modo que os mortos queridos. Os dois fortes motivos das casas-grandes acabarem sempre mal-assombradas com cadeiras de balanço se balançando sozinhas sobre tijolos soltos que de manhã ninguém encontra; com barulho de pratos e copos batendo de noite nos aparadores; com almas de senhores de engenho aparecendo aos parentes ou mesmo estranhos pedindo padres-nossos, ave-marias, gemendo lamentações, indicando lugares com botijas de dinheiro. Às vezes dinheiro dos outros, de que os senhores ilicitamente se haviam apoderado. Dinheiro que compadres, viúvas e até escravos lhes tinham entregue para guardar. Sucedeu muita dessa gente ficar sem os seus valores e acabar na miséria devido à esperteza ou à morte súbita do depositário. Houve senhores sem escrúpulos que, aceitando valores para guardar, fingiram-se depois de estranhos e desentendidos: “Você está maluco? Deu-me lá alguma cousa para guardar?”

      Muito dinheiro enterrado sumiu-se misteriosamente. Joaquim Nabuco, criado por sua madrinha na casa-grande de Maçangana, morreu sem saber que destino tomara a ourama para ele reunida pela boa senhora; e provavelmente enterrada em algum desvão de parede. […] Em várias casas-grandes da Bahia, de Olinda, de Pernambuco se têm encontrado, em demolições ou escavações, botijas de dinheiro. Na que foi dos Pires d’Ávila ou Pires de Carvalho, na Bahia, achou-se, num recanto de parede, “verdadeira fortuna em moedas de ouro”. Noutras casas-grandes só se têm desencavado do chão ossos de escravos, justiçados pelos senhores e mandados enterrar no quintal, ou dentro de casa, à revelia das autoridades. Conta-se que o visconde de Suaçuna, na sua casa-grande de Pombal, mandou enterrar no jardim mais de um negro supliciado por ordem de sua justiça patriarcal. Não é de admirar. Eram senhores, os das casas-grandes, que mandavam matar os próprios filhos. Um desses patriarcas, Pedro Vieira, já avô, por descobrir que o filho mantinha relações com a mucama de sua predileção, mandou matá-lo pelo irmão mais velho.

                         (In: Silviano Santiago (coord.). Intérpretes do Brasil, 2000.)

Em “Não é de admirar. Eram senhores, os das casas-grandes, que mandavam matar os próprios filhos.” (3° parágrafo), a conjunção que poderia unir as duas frases, sem alteração de sentido, é:
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão

Acelere sua aprovação com o Premium

  • Gabaritos comentados ilimitados
  • Caderno de erros inteligente
  • Raio-X da banca
Conhecer Premium

Questões relacionadas para praticar

Questão 457941200529245Língua Portuguesa

Assinale a opção que apresenta o trecho em que se encontra destacado vocábulo ou expressão com ideia de posse.

#Morfologia dos Pronomes#Pronomes Relativos
Questão 457941200984144Língua Portuguesa

Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, sinônimos para os termos em destaque no trecho – Tenho encontrado defensores e detrat...

#Semântica Contextual#Análise Textual
Questão 457941201174273Língua Portuguesa

No trecho final do texto – A verdade é que, na crise, não estamos “todos juntos”, mas, se indivíduos, organizações e governos seguirem a máxima moral ...

#Uso dos Conectivos#Sintaxe
Questão 457941201200055Língua Portuguesa

Assinale a alternativa cuja frase contém um numeral cardinal empregado como substantivo.

#Substantivos#Orações Subordinadas Adjetivas#Sintaxe#Morfologia
Questão 457941201250393Língua Portuguesa

Assinale a alternativa correta quanto à pontuação.

#Emprego da Vírgula#Pontuação
Questão 457941201335444Língua Portuguesa

No segundo parágrafo, a preposição em destaque em “Com o advento de novas tecnologias, […] a expectativa é que as máquinas e os computadores passem a ...

#Uso dos Conectivos#Sintaxe
Questão 457941201345062Língua Portuguesa

Para responder à questão, considere as seguintes passagens: ... consolidaram-se os conceitos de democracia e a prática de sua implementação. ... só um...

#Semântica Contextual#Análise Textual
Questão 457941201390663Língua Portuguesa

Conforme o texto, a última fala de Maurício demonstra

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual
Questão 457941201730594Língua Portuguesa

Assinale a alternativa em que o verbo destacado está empregado no modo imperativo.

#Morfologia Verbal#Flexão de Modo Verbal
Questão 457941201946793Língua Portuguesa

De acordo com o autor do texto,

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual

Continue estudando

Mais questões de Língua PortuguesaQuestões sobre Uso dos ConectivosQuestões do VUNESP