A linguagem da publicidade moderna torna-se a estética
maior, o código que cola e dá sentido à realidade e às ações
humanas e por onde se transmitem e se constituem os conceitos e
sentidos. (...) A nova estética universaliza e radicaliza a prática de
mercado e atinge a essência da imprensa, das notícias, do
noticiário, da informação e dos próprios jornalistas.
As páginas dos jornais, telejornais, radiojornais e jornais
eletrônicos incorporam as novas premissas e passam a relativizar os
conceitos de verdade, de realidade, de conhecimento, de
informação e de saber. Os discursos da publicidade e da estética, e
junto com eles do sensacionalismo, da espetacularização, da
carnavalização, da mais-valia, dos fait divers, inoculam o ethos do
jornalismo.
Leandro Marshall. O Jornalismo na era da publicidade (com adaptações).