Entende-se que o conceito de família se modifica ao longo da história por meio das relações de interdependência com
fatores históricos, sociais, culturais, econômicos, políticos. Partindo desse pressuposto, é CORRETO afirmar que as
relações na família contemporânea se apresentam
A difusas, demonstrando a desestruturação desta entidade social frente aos aspectos impostos pela pós-modernidade, colocando-a, assim, num momento de crise no sentido da amplitude social que os desdobramentos desta desestrutura impõe.
B sob diferentes configurações. Entretanto, há necessidade de ampliação dos estudos científicos a esse respeito,
já que o ensejo de famílias poliafetivas, mononucleares, homoafetivas e reconstituídas gera inúmeras problemáticas e disfuncionalidade social e psíquica em seus membros, especialmente no que tange aos modelos de
parentalidade e conjugalidade.
C demandando a necessidade de Políticas Públicas que determinem com maior precisão seus deveres em relação à atuação parental à medida que muitas das problemáticas sociais da atualidade dizem respeito à desestrutura do papel e função no exercício da parentalidade.
D excessivamente influenciadas pelo processo de transformações sociais mobilizando uma atuação jurídica que
coloque maior ênfase no aspecto objetivo dos conflitos em detrimento dos aspectos emocionais que permeiam
os litígios. Isso se deve ao fato de que a necessidade de objetividade nas determinações judiciais é fator fundamental para dar conta dos altos índices de judicialização nas relações familiares, possibilitando assim que
haja diminuição da recorrência desse fenômeno.
E multifacetadas, em processo de transformação e estruturadas em diferentes configurações, demandando um
olhar de complexidade para suas relações e problemáticas. Nesse sentido, a judicialização das relações familiares que tem se apresentado de forma enfática em nossa sociedade anuncia de forma emblemática essa
demanda.