O fogo na Amazônia pode ser dividido em três tipos
principais, de acordo com a sua natureza: as "queimadas
para desmatamento" são intencionais e estão
associadas à derrubada e à queima da floresta; os
"incêndios florestais rasteiros" são provenientes de
queimadas que escapam ao controle e invadem florestas
primárias ou previamente exploradas para madeira; e as
"queimadas e os incêndios em áreas já desmatadas" são
resultantes do fogo intencional ou acidental em
pastagens, lavouras e capoeiras. Dos três tipos de fogo
na Amazônia, aquele associado com o desmatamento
tem os maiores impactos ecológicos, pois leva a uma
rápida substituição da vegetação florestal por
ecossistemas antropogênicos. As queimadas de
desmatamento são frequentemente equiparadas com o
uso da terra nos trópicos e têm sido foco de um intensivo
programa brasileiro de monitoramento. Uma média de
19.000 km2 de floresta é desmatada e queimada por ano
na Amazônia brasileira, contribuindo com,
aproximadamente, 4% a 5% do fluxo global anual de
carbono para a atmosfera resultante da atividade
humana.
Fonte: Nepstad, D. C., A. Moreira & A. A. Alencar. 1999. A Floresta
em Chamas: Origens, Impactos e Prevenção de Fogo na Amazônia.
Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil,
Brasília, Brasil.
Sobre o plantio de pastagens e lavouras plantadas em
região desmatada, marque a alternativa correta: