Logo
QuestõesDisciplinasBancasDashboardSimuladosCadernoRaio-XBlog
Logo Questionei

Links Úteis

  • Início
  • Questões
  • Disciplinas
  • Simulados

Legal

  • Termos de Uso
  • Termos de Adesão
  • Política de Privacidade

Disciplinas

  • Matemática
  • Informática
  • Português
  • Raciocínio Lógico
  • Direito Administrativo

Bancas

  • FGV
  • CESPE
  • VUNESP
  • FCC
  • CESGRANRIO

© 2026 Questionei. Todos os direitos reservados.

Feito com ❤️ para educação

/
/
/
/
/
/
  1. Início/
  2. Questões/
  3. Língua Portuguesa/
  4. Questão 457941201989346

O termo sublinhado em ela lhe fizera uma confissão surpreendente (2...

📅 2019🏢 FCC🎯 METRÔ-SP📚 Língua Portuguesa
#Análise Sintática#Pronomes Pessoais do Caso Oblíquo#Termos Integrantes da Oração#Termos Integrantes: Predicativo do Sujeito e do Objeto#Sintaxe#Termos Essenciais da Oração#Morfologia dos Pronomes

Esta questão foi aplicada no ano de 2019 pela banca FCC no concurso para METRÔ-SP. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Análise Sintática, Pronomes Pessoais do Caso Oblíquo, Termos Integrantes da Oração, Termos Integrantes: Predicativo do Sujeito e do Objeto, Sintaxe, Termos Essenciais da Oração, Morfologia dos Pronomes.

Esta é uma questão de múltipla escolha com 5 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.

1

457941201989346
Ano: 2019Banca: FCCOrganização: METRÔ-SPDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Análise Sintática | Pronomes Pessoais do Caso Oblíquo | Termos Integrantes da Oração | Termos Integrantes: Predicativo do Sujeito e do Objeto | Sintaxe | Termos Essenciais da Oração | Morfologia dos Pronomes
Texto associado
     Para ele, o fim do ano era sempre uma época dura, difícil de suportar. Sofria daquele tipo de tristeza mórbida que acomete algumas pessoas nos festejos de Natal e de Ano-Novo. No seu caso havia uma razão óbvia para isso: aos setenta anos, solteirão, sem parentes, sem amigos, não tinha com quem celebrar, ninguém o convidava para festa alguma. O jeito era tomar um porre, e era o que fazia, mas o resultado era melancólico: além da solidão, tinha de suportar a ressaca.
       No passado, convivera muito tempo com a mãe. Filho único, sentia-se obrigado a cuidar da velhinha que cedo enviuvara. Não se tratava de tarefa fácil: como ele, a mãe era uma mulher amargurada. Contra a sua vontade, tinha casado, em 31 de dezembro de 1914 (o ano em que começou a Grande Guerra, como ela fazia questão de lembrar) com um homem de quem não gostava, mas que pais e familiares achavam um bom partido. Resultado desse matrimônio: um filho e longos anos de sofrimento e frustração. O filho tinha de ouvir suas constantes e ressentidas queixas. Coisa que suportava estoicamente; não deixou, contudo, de sentir certo alívio quando de seu falecimento, em 1984. Este alívio resultou em culpa, uma culpa que retornava a cada Natal. Porque a mãe falecera exatamente na noite de Natal. Na véspera, no hospital, ela lhe fizera uma confissão surpreendente: muito jovem, apaixonara-se por um primo, que acabou se transformando no grande amor de sua vida. Mas a família do primo mudara-se, e ela nunca mais tivera notícias dele. Nunca recebera uma carta, uma mensagem, nada. Nem ao menos um cartão de Natal.
       No dia 24 pela manhã ele encontrou um envelope na carta do correio. Como em geral não recebia correspondência alguma, foi com alguma estranheza que abriu o envelope.
         Era um cartão de Natal, e tinha a falecida mãe como destinatária. Um velhíssimo cartão, uma coisa muito antiga, amarelada pelo tempo. De um lado, um desenho do Papai Noel sorrindo para uma menina. Do outro lado, a data: 23 de dezembro de 1914. E uma única frase: “Eu te amo.”
        A assinatura era ilegível, mas ele sabia quem era o remetente: o primo, claro. O primo por quem a mãe se apaixonara, e que, por meio daquele cartão, quisera associar o Natal a uma mensagem de amor. Uma nova vida, era o que estava prometendo. Esta mensagem e esta promessa jamais tinham chegado a seu destino. Mas de algum modo
o recado chegara a ele. Por quê? Que secreto desígnio haveria atrás daquilo?
      Cartão na mão, aproximou-se da janela. Ali, parada sob o poste de iluminação, estava uma mulher já madura, modestamente vestida, uma mulher ainda bonita. Uma desconhecida, claro, mas o que importava? Seguramente o destino a trouxera ali, assim como trouxera o cartão de Natal. Num impulso, abriu a porta do apartamento e, sempre segurando o cartão, correu para fora. Tinha uma mensagem para entregar àquela mulher. Uma mensagem que poderia transformar a vida de ambos, e que era, por isso, um verdadeiro presente de Natal.

(SCLIAR, Moacyr. Mensagem de Natal. Porto Alegre: L&PM, 2018, p. 26-28)



O termo sublinhado em ela lhe fizera uma confissão surpreendente (2º parágrafo) exerce a mesma função sintática daquele sublinhado em:
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão

Acelere sua aprovação com o Premium

  • Gabaritos comentados ilimitados
  • Caderno de erros inteligente
  • Raio-X da banca
Conhecer Premium

Questões relacionadas para praticar

Questão 457941200344917Língua Portuguesa

A frase correta quanto à concordância nominal e verbal está em:

#Sintaxe#Concordância Verbal e Nominal
Questão 457941200573896Língua Portuguesa

Considere as afirmações abaixo. I. O colégio da Tia Gracinha preservava os valores tradicionais da época. II. Os valores tradicionais do colégio se re...

#Ortografia#Análise Textual#Estrutura Textual
Questão 457941200688997Língua Portuguesa

Ao organizarem seus protestos públicos, os jovens enfatizam esses processos por meio de palavras de ordem, e repetem essas palavras de ordem para que ...

#Colocação Pronominal#Morfologia dos Pronomes
Questão 457941201754786Língua Portuguesa

Estão empregados no texto com idêntica regência os verbos grifados em:

#Regência Verbal e Nominal#Sintaxe
Questão 457941201846184Língua Portuguesa

Por apresentar deficiência de redação, deve-se corrigir a frase:

#Reescrita Textual#Análise Textual#Estrutura Textual
Questão 457941202030843Língua Portuguesa

Depreende-se da crônica que, em relação à burocracia, seu Justinho tinha um ponto de vista

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual

Continue estudando

Mais questões de Língua PortuguesaQuestões sobre Análise SintáticaQuestões do FCC