Não nascemos sabendo
Mario Sergio Cortella
Nós, humanos e humanas, somos portadores de um
“defeito” natural que acaba por se tornar nossa maior
vantagem: não nascemos sabendo!
Por isso, do nascimento ao final da existência
individual, aprendemos (e ensinamos) sem parar; o que
caracteriza um ser humano é a capacidade de inventar,
criar, inovar e isso é resultado do fato de não nascermos
já prontos e acabados. Aprender sempre é o que mais
impede que nos tornemos prisioneiros de situações que,
por serem inéditas, não saberíamos enfrentar.
Aqueles entre nós que imaginarem que nada mais
precisam aprender ou, pior ainda, não têm mais idade
para aprender, estão-se enclausurando dentro de um
limite que desumaniza e, ao mesmo tempo, torna frágil
a principal habilidade humana: a audácia de escapar
daquilo que parece não ter saída.
A educação é vigorosa quando dá sentido grupal às
ações individuais, isto é, quando se coloca a serviço das
finalidades e intenções de um grupo ou uma sociedade;
uma educação que sirva apenas ao âmbito individual
perde impulso na estruturação da vida coletiva, pois,
afinal de contas, ser humano é ser junto, e aquilo que
aprendemos e ensinamos tem de ter como meta
principal tornar a comunidade na qual vivemos mais
apta e fortalecida. [...]
Quem não estiver aberto a mudanças e comprometido
com questões de novos aprendizados estará fadado ao
insucesso profissional e pessoal. Vale sempre lembrar a
frase do fictício detetive chinês Charlie Chan: “Mente
humana é como paraquedas; funciona melhor aberta”
[...].
Fonte: http://www.abrhba.com.br/artigos/naonascemossabendo.htm.