Há casos em que não ocorre, propriamente, dificuldade na
deglutição, mas, sem dúvida, dificuldade de engolir certos
pensamentos e/ou fatos. Leia o quadro clínico a seguir.
Heloísa, uma senhora de 70 anos, branca, viúva, procurou o atendimento no posto de saúde com queixa de “bola
na garganta”. Há 5 meses sente uma “bola na garganta”
que parece aumentar quando fica nervosa ou ansiosa,
mas que não atrapalha para comer. Avaliação clínica,
sem particularidades. Após algum tempo de conversa,
a paciente refere que o que realmente a incomoda é o
casamento do seu neto. Passa a relatar que criou o seu
neto como filho. Hoje com 22 anos, o rapaz casou-se e
lhe deu uma linda bisneta. Sempre foi muito ligada a ele,
dá até a impressão que ele era sua razão de viver. Então
a “bola da garganta”, durante a anamnese vai se transformando na dura realidade que a faz sofrer: não consegue
aceitar o afastamento do neto. Reconhece que o que não
deseja engolir é essa mudança brusca na sua vida.
Há vários relatos em literatura, em que a queixa principal
centra-se na dificuldade de deglutir, mas cujos resultados
são de ordem psíquica.
Assinale a alternativa que aponta um termo descrito em
literatura aplicado a esse tipo de caso.