Leia o fragmento a seguir do romance Amor de Perdição (1862), de au...
🏢 CONSESP🎯 Prefeitura de São José do Rio Preto - SP📚 Língua Portuguesa
#Semântica Contextual#Pronomes Pessoais do Caso Oblíquo#Advérbios#Uso da Crase#Análise Textual#Morfologia dos Pronomes#Morfologia
Esta questão foi aplicada no ano de 2012 pela banca CONSESP no concurso para Prefeitura de São José do Rio Preto - SP. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Semântica Contextual, Pronomes Pessoais do Caso Oblíquo, Advérbios, Uso da Crase, Análise Textual, Morfologia dos Pronomes, Morfologia.
Esta é uma questão de múltipla escolha com 5 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.
Leia o fragmento a seguir do romance Amor de Perdição (1862), de autoria do escritor português Camilo Castelo Branco (1825-1890). Em seguida, assinale a alternativa incorreta.
“Simão sentou-se a escrever. Tão embaralhadas lhe acudiam as ideias, que não atinava a formar o desígnio mais proveitoso à situação de ambos. Ao cabo de longa vacilação, disse a Teresa que fugisse, à hora do dia, quando a porta estivesse aberta ou violentasse a porteira a abrir-lha. Dizia que marcasse a ela a hora do dia seguinte em que ele a devia esperar com cavalgaduras para a fuga. Em recurso extremo, prometia assaltar com homens armados o mosteiro, ou incendiá-lo para se abrirem as portas. Este programa era o mais parecido com o espírito do acadêmico. Em vivo fogo ardia aquela pobre cabeça! Fechada a carta, começou a passear em torcicolos, como se obedecesse a desencontrados impulsos. Encravava as unhas na cabeça, e arrancava os cabelos. Investia como cego contra as paredes, e sentava- se um momento para erguer-se de mais furioso ímpeto. Maquinalmente aferrava das pistolas, e sacudia os braços vertiginosos. Abria a carta para relê-la, e estava a ponto de rasgá-la, cuidando que iria tarde, ou não lhe chegaria às mãos. Neste conflito de contrários projetos, entrou Mariana, e muito alucinado devia de estar Simão para lhe não ver as lágrimas”. (p.69).