Sobre teoria e prática no estudo de histórias
regionais, com recorte da História do Tocantins,
destaca-se os trabalhos publicados por Odair
Giraldin. Considerando a perspectiva deste
pesquisador proceda à análise dos itens abaixo,
julgue e assinale a alternativa correta:
I. Conforme Odair Giraldin (2002), Porto Real
teve sua fundação em princípio do século
XVIII, dentro do processo de intensificação da
mineração na região, Pontal, ao contrário,
nasceu na decadência desta atividade, como
uma forma de incentivar o comércio fluvial
pelo Tocantins até Belém do Pará, tornando-se
assim uma outra alternativa econômica para o
norte de Goiás.
II. O Príncipe Regente, D. João, através da Carta
Régia de 05 de agosto de 1811, ofereceu
vantagens para quem quisesse estabelecer-se
às margens do rio Tocantins, visando, com
isso, favorecer o comércio com Belém do Pará.
Entre as vantagens oferecidas, agraciava os
moradores com os mesmos privilégios dados
aos moradores da capitania de Minas Gerais,
em relação ao Rio Doce.
III. Sobre a fundação de Porto Real destaca a
organização de várias expedições para explorar
o rio e criar as condições necessárias à
navegação do Tocantins. Argui como principal
obstáculo as populações indígenas que
habitavam suas margens, as quais mantinhamse distantes das possibilidades de um convívio
pacífico.
IV. Dentre as medidas tomadas pelo governador de
Goiás, Tristão da Cunha Menezes, para criar
melhores condições para os navegantes, estava
a fundação, em 1791, de Porto Real,
inicialmente apenas um destacamento militar
localizado à margem do rio, de onde deveriam
partir as embarcações em direção a Belém do
Pará.
V. O destacamento de Porto Real objetivava
servir também como uma forma de proteção
contra os ataques indígenas, principalmente
dos Xerente, e, ao mesmo tempo, funcionar
como um posto de controle do comércio com
Belém.
Fonte: Giraldin, O – “Pontal e Porto Real: dois arraiais do
norte de Goiás
e os conflitos com os Xerente nos séculos
XVIII e XIX”. Revista Amazonense de História,
v. 1. n.1
jan/dez/ 2002, pp. 131-146