A dor é definida como experiência emocional desagradável
relacionada a um dano tecidual real ou potencial, sendo dividida nos tipos “nociceptiva” e “neuropática” e um dos recursos
aplicáveis para a melhora desta nós temos o TENS – “Transcutaneous Electrical Nerve Stimulation” que, em tradução livre,
corresponde a “Neuroestimulação Elétrica Transcutânea”. O
TENS utiliza a estimulação elétrica galvânica, cuja intensidade
de estímulos é controlada por um pequeno aparelho, sendo
um recurso para o tratamento de dor, singular, pois exerce sua
função analgésica, baseada na teoria da comporta de dor, desenvolvida por Welzack e Wall, ativando mecanismos de controle internos do sistema nervoso, quando aplicada sobre a pele,
via eletrodos de superfície, não trazendo nenhum efeito colateral nem dependência física aos pacientes. Sobre o tema, analise
as afirmativas a seguir.
I. O TENS de alta frequência e baixa duração de pulso é conhecida como TENS convencional e promove um tipo de estimulação tátil capaz de ativar as fibras de grosso calibre e
diminuir a sensação dolorosa. Sua ação pode ser explicada
pela teoria da comporta da dor e seu efeito analgésico é
local, realizando-se no segmento medular correspondente
ao dermátomo estimulado.
II. O TENS do tipo convencional é uma estimulação de alta
frequência (50 e 150 Hz) e baixa intensidade, que estimula
de forma contínua as fibras nervosas de condução lenta. A
intensidade não deve provocar contrações musculares, mas
apenas percepção parestésica não-desagradável, ajustada
de acordo com a sensibilidade do indivíduo.
III. Estudos evidenciam que a intensidade entre dez e 30 miliamperes (mÅ) é menos confortável e provoca fasciculações
significativas no tempo de pulso, variando de 40 a 75 μs.
Neste tipo de estimulação, a analgesia é imediata ou após
dez minutos de aplicação, efeito que perdura de 20 a 30 minutos até duas horas, razão pela qual este método é preferencialmente aplicado no tratamento de dores crônicas.
IV. Acredita-se que o TENS promova analgesia predominantemente por meio do mecanismo do portão ou teoria das
comportas, proposta por Melzack e Wall, que provoca analgesia mediante a ativação seletiva das fibras táteis de diâmetro largo (A-beta), sem ativar fibras nociceptivas de menor
diâmetro (A-delta e C). A atividade gerada nas fibras A-beta
inibe a atividade em curso dos neurônios nociceptivos no
corno dorsal da medula espinal.
V. Estudos recentes demonstram que a baixa frequência do
TENS ativa especificamente receptores opioides μ, receptores serotoninérgicos e receptores muscarínicos espinais. Por outro lado, a analgesia produzida pela alta frequência de TENS ativaria receptores delta-opioides e receptores muscarínicos na coluna dorsal da medula espinal, além da ativação de receptores delta-opioides supra-espinal.
Está correto o que se afirma apenas em