“A denominada “epidemiologia social” se
distingue de uma “epidemiologia tradicional” na
medida em que procura investigar as
determinações sociais do processo saúdedoença, não apenas considerando os aspectos
sociais como simples variáveis a associar com
estabelecidos desfechos. Ao contrário, a distinção
ocorre no plano teórico, ao buscar reconhecer as
determinações sociais que podem explicar o
processo saúde-doença (BARATA, 2005; KRIEGER, 2001).
Dentro dessa perspectiva, poder-se-ia
compreender, por exemplo, as expressões
biológicas da desigualdade social, às quais se
referem a como as pessoas incorporam e
expressam, biologicamente, experiências de
desigualdade socioeconômica, desde antes do
nascimento até a morte; ou as discriminações,
entendidas como o processo pelo qual um
indivíduo ou grupo social é tratado de forma
diferente e injusta, e que reproduzem padrões de
dominação e opressão como expressões de
poder e privilégio. (KRIEGER, 2001)”
(Palma, Alexandre; de Paiva, Giovana Barbosa; Araújo,
Mariane Ferreira dos Santos. Vidas precárias, Saúde e
Educação Física: reflexões sobre a determinação social da
atividade física. In: Educação física, soberania popular, ciência
e vida / Rosa Malena de Araújo Carvalho, Alexandre Palma,
André dos Santos Souza Cavalcanti (organizadores). Niterói:
Intertexto, 2022.)
Com base em estudos que consideram a
epidemiologia social na interpretação dos seus
resultados, é correto afirmar: