O artigo 11 da Declaração Universal sobre Bioética e
Direitos Humanos, trata do princípio de não discriminação
e não estigmatização. Sobre estigma, pode-se afirmar que:
A traz consequências negativas ao tornar as interações
sociais desconfortáveis, perpetuando ciclos de exclusão social. A estigmatização também aumenta a vulnerabilidade de pessoas e grupos, gerando prejuízos
diretos à saúde e à representação social daqueles que
atinge.
B reforça desigualdades e agrava a discriminação a certas pessoas ou grupos, dificultando, e em alguns casos
até impossibilitando, o acesso do paciente a serviços
de saúde. Porém, isso não pode ser considerado um
tipo de violência estrutural.
C associado ao HIV/aids não dificulta a procura pela
realização do teste, bem como a busca de tratamento
adequado nos serviços de saúde após a condição
sorológica positiva revelada. Isso porque sustenta-se
o princípio do anonimato.
D não interfere na assistência, pois as atitudes dos profissionais são sempre neutras e objetivas, incapazes de
intensificar as estigmatizações preexistentes.
E Goffman trabalhou com pessoas discriminadas por
conta de defeitos físicos, entendendo o estigma como
valor cultural que estabelece regras. O sociólogo
norte-americano afirma que a estigmatização parte de
atributos individuais considerados indesejáveis, mas
jamais como desvios.