Os dados de Relatórios Epidemiológicos, obtidos a partir do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), tem por
finalidade subsidiar o planejamento e a gestão em saúde, com vistas à elaboração de políticas públicas. Uma informação correta
e sua devida interpretação, tendo os dados de Relatórios Epidemiológicos como base, é:
A O Brasil diminuiu o coeficiente de incidência de tuberculose, entre 2006 e 2015, mas o Distrito Federal, no mesmo período,
aumentou significativamente o mesmo coeficiente, representando um dos maiores coeficientes da doença sugerindo que,
em um cenário socioeconômico menos favorável nessa unidade da Federação, a chance de adoecer por tuberculose é
maior do que na maioria das unidades da federação.
B De 2011 a 2016 houve aumento progressivo de casos notificados de infecção pelo vírus da imunodeficiência humana
(HIV), no Distrito Federal. Verificou-se que, a partir de 2014, houve uma inversão do número de casos de HIV em relação
aos de AIDS. Isso pode representar tendência de diagnóstico precoce, ou seja, maior oferta de exames, possibilitando
tratamento oportuno e evitando a progressão da imunodeficiência.
C A vigilância da Influenza no Brasil é composta pela vigilância sentinela de Síndrome Gripal (SG), de Síndrome Respiratória
Aguda Grave (SRAG) em pacientes internados em unidade de terapia intensiva e pela vigilância universal de SRAG, sendo
que no Distrito Federal houve notificação de cerca de 400 casos até 2017, sem nenhum óbito associado, indicando que a
vacinação foi efetiva.
D A situação epidemiológica (2011-2016) dos casos notificados de Síndrome do Corrimento Uretral em homens, Síndrome
da Cervicite, Síndrome da Úlcera Genital, Condiloma Acuminado, Infecção Subclínica ou latente pelo Papiloma Vírus e
Infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana mostra que a faixa etária mais acometida é de jovens, compreendendo a
faixa etária de 14 a 19 anos, indicando a necessidade de priorizar prevenção nessa população.
E As notificações, de 2016 e 2017, no SINAN, referentes a violências, interpessoal e autoprovocada, foram maiores para
duas populações compreendendo crianças até 9 anos e idosos acima de 60 anos, o que indica falhas no atendimento
domiciliar do Componente Atenção Básica.