Em relação a teorias e manejo da dor, Gomes (apud, Barber e
Adrian, 1982) afirma que “a dor que é decorrente ou descrita
em termos de lesões tecidulares; atualmente, tem sido
definida na literatura como uma experiência desagradável
do ponto de vista sensorial e emocional. A sua caracterização permite, desde logo, apelar ao significado pessoal e à
subjetividade da experiência de dor para o doente, e também
ao seu caráter funcional, na medida em que constitui, frequentemente, um sinal de alerta de um perigo ou instabilidade do
organismo. Portanto, é indiscutível a importância da dor enquanto mecanismo protetor do indivíduo; também é certo
que, por vezes, o quadro álgico persiste para além dos tratamentos, ou da eliminação da causa inicial, deixando de cumprir um papel de manutenção da sobrevivência do indivíduo”.
Considerando o exposto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Os questionários de auto e hétero-relato e demais instrumentos de medida têm provado ser úteis na avaliação da dor, ainda que de uma forma complementar e
não tão eficazes como as entrevistas.
( ) Quando partilhada e discutida no âmbito de uma equipe
multidisciplinar, a avaliação psicológica do doente pode
ajudar na definição de um plano de intervenção mais
apropriado e eficaz, favorecendo, assim, uma abordagem
mais completa do problema em questão.
( ) A dor é um fenômeno complexo, subjetivo e único para
cada pessoa e, por isso, para perceber esta experiência
é imprescindível entender a percepção idiossincrática
do fenômeno da dor, das estratégias de comparação
pessoais e dos efeitos da dor sobre a qualidade de vida
própria e de outros significativos.
( ) Um dos instrumentos mais adequados para recolher
dados em relação à dor é a entrevista clínica, por permitir alcançar uma maior subjetividade e especificidade,
em especial se ela for realizada de uma forma semiestruturada, considerando áreas gerais que estão normalmente relacionadas, de uma forma mais intensa e
pertinente com a dor.
A sequência está correta em