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457941200297446
Ano: 2016Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos)Organização: Prefeitura de Ibirité - MGDisciplina: Arte e EducaçãoTemas: Expressões Artísticas
“O enfoque multiculturalista é elemento de forte tendência na educação, e a arte é um poderoso e privilegiado veículo do multiculturalismo. A contextualização de produtos e valores estéticos é a via de desenvolvimento da atitude multicultural. Sem o exercício da contextualização, corre-se o risco de limitar a pluralidade cultural a uma abordagem aditiva, amplamente criticada por sociólogos, antropólogos e arte-educadores. A abordagem multiculturalista aditiva é entendida como a atitude de apenas adicionar tópicos relativos a outras culturas ou da cultura dominante, em nome da Arte, como fruto de condicionamentos pedagógicos, equívocos conceituais ou desconhecimento sobre a perspectiva multicultural.” (ROMANO, 2012)
São abordagens multiculturalistas aditivas, EXCETO:
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2

457941201372648
Ano: 2016Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos)Organização: Prefeitura de Ibirité - MGDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Uso da Crase
Texto associado

                                        A arte de envelhecer


Achei que estava bem na foto. Magro, olhar vivo, rindo com os amigos na praia. Quase não havia cabelos brancos entre os poucos que sobreviviam. Comparada ao homem de hoje, era a fotografia de um jovem.

Tinha 50 anos naquela época, entretanto, idade em que me considerava bem distante da juventude. Se me for dado o privilégio de chegar aos noventa em pleno domínio da razão, é possível que uma imagem de agora me cause impressão semelhante.

O envelhecimento é sombra que nos acompanha desde a concepção: o feto de seis meses é muito mais velho do que o embrião de cinco dias.

Lidar com a inexorabilidade desse processo exige uma habilidade na qual somos inigualáveis: a adaptação. Não há animal capaz de criar soluções diante da adversidade como nós, de sobreviver em nichos ecológicos que vão do calor tropical às geleiras do Ártico.

Da mesma forma que ensaiamos os primeiros passos por imitação, temos que aprender a ser adolescentes, adultos e a ficar cada vez mais velhos.

A adolescência é um fenômeno moderno. Nossos ancestrais passavam da infância à vida adulta sem estágios intermediários. Nas comunidades agrárias, o menino de sete anos trabalhava na roça e as meninas cuidavam dos afazeres domésticos antes de chegar a essa idade.

A figura do adolescente que mora com os pais até os 30 anos, sem abrir mão do direito de reclamar da comida à mesa e da camisa mal passada, surgiu nas sociedades industrializadas depois da Segunda Guerra Mundial. Bem mais cedo, nossos avós tinham filhos para criar.

A exaltação da juventude como o período áureo da existência humana é um mito das sociedades ocidentais. Confinar aos jovens a publicidade dos bens de consumo, exaltar a estética, os costumes e os padrões de comportamento característicos dessa faixa etária, tem o efeito perverso de insinuar que o declínio começa assim que essa fase se aproxima do fim.

A ideia de envelhecer aflige mulheres e homens modernos, muito mais do que afligia nossos antepassados. Sócrates tomou cicuta aos 70 anos, Cícero foi assassinado aos 63, Matusalém, sabe-se lá quantos anos teve, mas seus contemporâneos gregos, romanos ou judeus viviam em média 30 anos. No início do século 20, a expectativa de vida ao nascer, nos países da Europa mais desenvolvida, não passava dos 40 anos.

A mortalidade infantil era altíssima, epidemias de peste negra, varíola, malária, febre amarela, gripe e tuberculose dizimavam populações inteiras. Nossos ancestrais viveram num mundo devastado por guerras, enfermidades infecciosas, escravidão, dores sem analgesia e a onipresença da mais temível das criaturas.

Que sentido haveria em pensar na velhice, quando a probabilidade de morrer jovem era tão alta? Seria como hoje preocupar-nos com a vida aos cem anos de idade, que pouquíssimos conhecerão.

Os que estão vivos agora têm boa chance de passar dos oitenta. Se assim for, é preciso sabedoria para aceitar que nossos atributos se modificam com o passar dos anos. Que nenhuma cirurgia devolverá, aos 60, o rosto que tínhamos aos 18, mas que envelhecer não é sinônimo de decadência física para aqueles que se movimentam, não fumam, comem com parcimônia, exercitam a cognição e continuam atentos às transformações do mundo. 

Considerar a vida um vale de lágrimas no qual submergimos de corpo e alma ao deixar a juventude é torná-la experiência medíocre. Julgar aos 80 anos que os melhores foram aqueles dos 15 aos 25 é não levar em conta que a memória é editora autoritária, capaz de suprimir por conta própria as experiências traumáticas e relegar ao esquecimento as inseguranças, medos, desilusões afetivas, riscos desnecessários e as burradas que fizemos nessa época.

Nada mais ofensivo para o velho do que dizer que ele tem “cabeça de jovem”. É considerá-lo mais inadequado do que o rapaz de 20 anos que se comporta como criança de dez.

Ainda que maldigamos o envelhecimento, é ele que nos traz a aceitação das ambiguidades, das diferenças, do contraditório e abre espaço para uma diversidade de experiências com as quais nem sonhávamos anteriormente.

VARELLA. Drauzio. A arte de envelhecer. Drauzio Varella. Disponível em:<http://drauziovarella.com.br/envelhecimento/aarte-de-envelhecer/> 

Releia os trechos a seguir.


I. “[...] que vão do calor tropical às geleiras do Ártico.”

II. “Nossos ancestrais passavam da infância à vida adulta [...]”

III. “[...] sem abrir mão do direito de reclamar da comida à mesa [...]”

IV. “[...] exercitam a cognição e continuam atentos às transformações do mundo.”


De acordo com o contexto e com a norma padrão da língua portuguesa, os acentos indicativos de crase são obrigatórios nos trechos:

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3

457941201774863
Ano: 2016Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos)Organização: Prefeitura de Ibirité - MGDisciplina: Pedagogia e DidáticaTemas: Educação Pré-Escolar | Teorias da Educação Pré-Escolar
Considere a situação hipotética a seguir.
Ana é professora de uma turma de crianças com idade entre 3 e 4 anos. Diariamente, ao receber os seus alunos, ela os deixa entrar na sala e se preocupa em dar uma atenção especial às famílias que lhes entrega os filhos. Ela busca ser agradável para conquistar-lhes a confiança e conversa, demoradamente, com os pais, dando-lhes informações sobre os alunos e a rotina de atividades que será desenvolvida no dia.
Sobre a ação dessa professora, é correto afirmar que é:
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4

457941201026096
Ano: 2016Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos)Organização: Prefeitura de Ibirité - MGDisciplina: Técnicas de EdificaçõesTemas: Materiais de Construção Civil | Tecnologia e Métodos Construtivos
Com relação à quantificação de materiais e serviços em obras, assinale a alternativa INCORRETA.
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5

457941200400631
Ano: 2016Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos)Organização: Prefeitura de Ibirité - MGDisciplina: Cultura Geral e AtualidadesTemas: Fundamentos de Arte e Cultura
Rubim (2011) em suas reflexões sobre a abrangência das fronteiras culturais propõe um modelo analítico que, segundo ele, “possibilita observar as políticas culturais em toda sua envergadura e construir um procedimento metodológico que auxilie na análise das variadas modalidades historicamente constituídas de políticas culturais”.
Segundo Rubim (2011), são explicitações que correspondem aos passos que delimitam as fronteiras das políticas culturais, EXCETO:
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6

457941200327941
Ano: 2016Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos)Organização: Prefeitura de Ibirité - MGDisciplina: Meio Ambiente e SustentabilidadeTemas: Políticas Públicas e Legislação
O meio ambiente é um bem fundamental à existência humana e, como tal, deve ser assegurado e protegido para uso de todos. Segundo a Lei Nº 9.605, que dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, as penas restritivas de direito são:

I. prestação de serviços à comunidade,
II. interdição temporária de direitos.
III. suspensão parcial ou total de atividades.
IV. confisco dos bens patrimoniais.

De acordo com essa Lei, são penas restritivas de direito:
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7

457941201849075
Ano: 2016Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos)Organização: Prefeitura de Ibirité - MGDisciplina: Pedagogia e DidáticaTemas: Legislação Educacional | Diretrizes Curriculares da Educação Básica
De acordo com a Resolução CNE/CEB 04/2010, que define as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica, analise as afirmativas a seguir.

I. Essa institucionalização é possibilitada por um Sistema Nacional de Educação, no qual cada ente federativo, com suas peculiares competências, é chamado a colaborar para transformar a Educação Básica em um sistema orgânico, sequencial e articulado.
II. O que caracteriza um sistema é a atividade intencional e organicamente concebida, que se justifica pela realização de atividades voltadas para finalidades e objetivos distintos.
III. O regime de colaboração entre os entes federados pressupõe o estabelecimento de regras de equivalência entre as funções distributiva, supletiva, normativa, de supervisão e avaliação da educação nacional, a despeito da autonomia dos sistemas e das diferenças regionais.

Após análise, pode-se concluir que está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):
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8

457941200547711
Ano: 2016Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos)Organização: Prefeitura de Ibirité - MGDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Compreensão e Interpretação Textual | Análise Textual
Texto associado

INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.


       Ações para deter a epidemia do vírus Zika

      Países de todo o ocidente estão preocupados com a velocidade de contaminação da doença

O vírus Zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, está aterrorizando países do Ocidente. Em breve, todos os países da América, com exceção de Canadá e Chile, devem ter registrado pelo menos um caso da doença.

No Brasil, estima-se que mais de um milhão de pessoas foram contaminadas pela doença, que tem sintomas semelhantes aos da dengue e que pode desenvolver microcefalia em recém-nascidos de mães que contraíram o vírus durante a gravidez.A microcefalia é uma condição neurológica que impede o desenvolvimento da cabeça dos bebês.

Hoje, a Dinamarca entrou para a lista de 24 países que já registraram casos de contaminação pelo vírus e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se reuniu com representantes do Ministério da Saúde para pedir pressa no desenvolvimento de uma vacina.

Descubra o que é possível fazer para evitar uma grave epidemia da doença, enquanto nenhuma vacina foi desenvolvida:

1. Informar

O governo brasileiro anunciou uma megaoperação a ser realizada pelo Exército. Cerca de 220 mil homens das Forças Armadas passarão de casa em casa para informar a população sobre a gravidade da doença, a importância da prevenção e como fazê-la. Comentaristas de política externa já afirmam que outros países do continente americano precisam começar a pensar em ações semelhantes para que a doença não atinja os níveis que atingiu em solo brasileiro.

2. Programas de prevenção

No século XX, diversos países ocidentais organizaram campanhas para a erradicação do mosquito. Os números de doenças causadas por eles caíram drasticamente, mas os projetos não foram mantidos e o Aedes aegypti ganhou terreno de novo. Janet McAllister, pesquisador do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, defende que ações como as que aconteceram antes sejam retomadas, sobretudo em comunidades periféricas, com menos instrução e infraestrutura para realizar a prevenção.

3. Preocupação com a gravidez

As administrações públicas também precisam se preocupar urgentemente em informar mulheres grávidas que desejam viajar para países onde o vírus está epidêmico sobre as consequências que a doença pode ter no bebê. Uma lista preparada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) compilou países que oferecem riscos às grávidas: Barbados, Bolívia, Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana Francesa, Guadalupe, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Porto Rico, Suriname e Venezuela.

4. Entender o vírus

Por fim, mas não menos importante, é preciso uma comoção internacional de cientistas e pesquisadores com o intuito de estudar o vírus Zika. Até o momento, a comunidade científica ainda não entendeu como a doença afeta os embriões, nem tem uma lista completa e definitiva com os sintomas do Zika. Esse desconhecimento é alarmante a esta altura do campeonato.

Disponível em: < http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/ noticia/2016/01/cinco-acoes-para-deter-epidemia-do-virus-zika. html>. Acesso em: 29 fev. 2016 (Adaptação).

O texto nãotem por objetivo:
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9

457941201229128
Ano: 2016Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos)Organização: Prefeitura de Ibirité - MGDisciplina: Língua InglesaTemas: Compreensão de Texto
Texto associado

INSTRUCTIONS: Read the following text and answer question.

It has been estimated that some 60 percent of today’sworld population is multilingual. Both from a contemporary and a historical perspective, bilingualism or multilingualism is the norm rather than the exception. It is fair, then, to say that throughout history foreign language learning has always been an important practical concern. Whereas today English is the world’s most widely studied foreign language, five hundred years ago it was Latin, for it was the dominant language of education, commerce, religion, and government in the Western world. In the sixteenth century, however, French, Italian, and English gained in importance as a result of political changes in Europe, and Latin gradually became displaced as a language of spoken and written communication.

As the status of Latin diminished from that of a living language to that of an “occasional” subject in the school curriculum, the study of Latin took on a different function. The study of classical Latin (the Latin in which the classical works of Virgil, Ovid, and Cicero were written) and an analysis of its grammar and rhetoric became the model for foreign language study from the seventeenth to the nineteenth centuries. Children entering “grammar school” in the sixteenth, seventeenth, and eighteenth centuries in England were initially given a rigorous introduction to Latin grammar, which was taught through rote learning of grammar rules, study of declensions and conjugations, translation, and practice in writing sample sentences, sometimes with the use of parallel bilingual texts and dialogue (Kelly 1969; Howatt 1984). Once basic proficiency was established, students were introduced to the advanced study of grammar and rhetoric. School learning must have been a deadening experience for children, for lapses in knowledge were often met with brutal punishment. There were occasional attempts to promote alternative approaches to education; Roger Ascham and Montaigne in the sixteenth century and Comenius and John Locke in the seventeenth century, for example, had made specific proposals for curriculum reform and for changes in the way Latin was taught (Kelly 1969; Howatt 1984), but since Latin (and, to a lesser extent, Greek) had for so long been regarded as the classical and therefore most ideal form of language, it was not surprising that ideas about the role of language study in the curriculum reflected the long-established status of Latin.

The decline of Latin also brought with it a new justification for teaching Latin. Latin was said to develop intellectual abilities, and the study of Latin grammar became an end in itself.

Source: RICHARDS, J.C.; RODGERS, T. S. Approaches

and Methods in Language Teaching. Cambridge: Cambridge

University Press, 1999 (1st edition 1986). pp. 1-2.

According to the text, it is correct to say that multilingualism
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457941200172013
Ano: 2016Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos)Organização: Prefeitura de Ibirité - MGDisciplina: Novo Código de Processo Civil (CPC 2015)Temas: Citação em Processo Civil | Comunicação dos Atos Processuais
Considerando ser a citação o ato pelo qual são convocados o réu, o executado ou o interessado para integrar a relação processual, é correto afirmar: 
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