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457941200316028
Ano: 2024Banca: COSEACOrganização: FME de Niterói - RJDisciplina: Geografia Geral e HumanaTemas: Evolução do Pensamento Geográfico
Tomando-se em conta os conceitos fundamentais da Geografia, é INCORRETO afirmar que
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457941200336867
Ano: 2024Banca: COSEACOrganização: FME de Niterói - RJDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Termos Integrantes da Oração | Sintaxe
Texto associado

Texto II – O professor como instrumento de libertação (Filipe Queiroz de Campos*)


    Chovia muito. A enorme sombrinha corde-rosa da minha mãe me envergonhava diante dos meus colegas… todos muito mais altos que eu. O uniforme era grande demais. O mundo era grande demais. Eu me perguntava: por que eu tenho que ir à escola? Eu tinha 18 anos… tantas dúvidas! Uma delas se destacava: como um nerd, baixinho, de óculos, tímido e desajeitado poderia fazer qualquer diferença em um mundo tão grande e tão ameaçador?


    O medo e o desânimo tomavam conta de mim. Um senhor entrou em sala com seus óculos na ponta do nariz, barba branca, camisa antiga de botão para dentro das calças. Mal sabia eu que a aula daquele senhor despertaria em mim uma chama que nunca mais vacilaria. Aquela aula acendeu em mim uma vontade infinita de saborear o conhecimento e fazer dele uma ferramenta para a felicidade dos outros.

  

  Ele começou a aula assim: “Vocês não são dispensáveis. Cada ser humano é irrepetível. As regras do jogo lá fora vão tentar te convencer de que você é só mais um. Cada um de vocês é representante da esperança de esse mundo ser um lugar melhor. Isso não é uma mensagem geral. É um chamado no particular”. A aula de inspiração e coragem teve fim às oito horas, mas nunca terminou no meu coração. Para o resto da minha vida, a vontade de valorizar a coragem, a ousadia intelectual e a diversidade de pensamentos passaram a arder forte no meu coração. Aquele professor exerceu sua capacidade de despertar em mim um ânimo absurdo pela vida.

  

  No latim, a palavra animus está ligada ao conceito de anima, ou seja, a força vital que dá vida a todo ser. Em português, anima seria o próprio sopro de vida, aquilo que nos oferece propósito. Para mim, o professor tem uma missão transcendental: inspirar um ardente amor pela vida. O professor que se aventura a inspirar seus estudantes a serem alegres, fortes e felizes é um representante do Ruah, em hebraico, o Espírito Santo de Deus; é um instrumento do animus divino. Sendo assim, o professor faz, no mínimo, toda a diferença.

 

   Para mim, aquela aula mudou minha vida e, hoje, entendo: o professor pode ser um representante do sopro divino. O professor provoca o animus na vida de seus estudantes. Uma aula não é apenas mais um momento. Ela pode ser o grande momento de que alguém precisava. A aula pode ser um instante que, paradoxalmente, dura para sempre.


    O professor animado pelo amor à vida é condutor de uma eletricidade diferente. Ele pode conduzir o Espírito de Deus a todos que o escutam, eletrizando a alma, espantando todo desânimo e medo, por meio de um sorriso estampado no rosto, por meio de uma alegria incontida, de um desejo ardente pelo conhecimento ou de uma lição inspiradora. Cada um do seu jeito, cada professor pode interromper a inércia da desesperança ao provocar um inquieto amor pelo sentido da vida.


    Um professor desconhece o alcance das suas palavras. Elas podem ecoar para sempre no coração de alguém. Por isso, se você é professor ou conhece um professor, valorize a oportunidade que uma aula representa. Quem sabe, talvez, quem o escuta possa ser despertado para um novo mundo de coragem e ânimo? Quem sabe as palavras ditas em uma sala de aula possam ressoar na mente de um próximo professor, na de um próximo médico, na de um próximo presidente… o professor mexe com a gente. Ele tem um amor diferente.


Disponível em: https://www.colegiodosjesuitas.com.br/oprofessor-como-instrumento-de-libertacao-cronica-de-memoriase-homenagem/. Acesso em: 17 dez.2023.

Nos trechos “A enorme sombrinha cor-de-rosa da minha mãe me envergonhava diante dos meus colegas…” e “Eu me perguntava: por que eu tenho que ir à escola?”, observa-se a presença do pronome oblíquo átono “me”. Com relação aos três grupos de pronomes oblíquos átonos – (1) me, te, se, nos e vos; (2) a, o, as e os; (3) lhe e lhes, é correto afirmar que esses pronomes exercem, em relação ao verbo, respectivamente, as funções sintáticas de 
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457941201125452
Ano: 2024Banca: COSEACOrganização: FME de Niterói - RJDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Morfossintaxe da Palavra 'QUE' | Morfossintaxe da Palavra 'QUE'
Texto associado
Ensinar a alegria


          Muito se tem falado sobre o sofrimento dos professores.

       Eu, que ando sempre na direção oposta, e acredito que a verdade se encontra no avesso das coisas, quero falar sobre o contrário: a alegria de ser professor, pois o sofrimento de se ser um professor é semelhante ao sofrimento das dores de parto: a mãe o aceita e logo dele se esquece, pela alegria de dar à luz um filho.

        Reli, faz poucos dias, o livro de Hermann Hesse, O Jogo das Contas de Vidro. Bem ao final, à guisa de conclusão e resumo da história, está este poeminha de Rückert:

Nossos dias são preciosos
mas com alegria os vemos passando
se no seu lugar encontramos
uma coisa mais preciosa crescendo:
uma planta rara e exótica,
deleite de um coração jardineiro,
uma criança que estamos ensinando,
um livrinho que estamos escrevendo.


      Este poema fala de uma estranha alegria, a alegria que se tem diante da tristeza que é ver os preciosos dias passando... A alegria está no jardim que se planta, na criança que se ensina, no livrinho que se escreve. Senti que eu mesmo poderia ter escrito essas palavras, pois sou jardineiro, sou professor e escrevo livrinhos. Imagino que o poeta jamais pensaria em se aposentar. Pois quem deseja se aposentar daquilo que lhe traz alegria? Da alegria não se aposenta... Algumas páginas antes o herói da história havia declarado que, ao final de sua longa caminhada pelas coisas mais altas do espírito, dentre as quais se destacava a familiaridade com a sublime beleza da música e da literatura, descobrira que ensinar era algo que lhe dava prazer igual, e que o prazer era tanto maior quanto mais jovens e mais livres das deformações da deseducação fossem os estudantes.

        Ao ler o texto de Hesse, tive a impressão de que ele estava simplesmente repetindo um tema que se encontra em Nietzsche. O que é bem provável. Fui procurar e encontrei o lugar onde o filósofo (escrevo esta palavra com um pedido de perdão aos filósofos acadêmicos, que nunca o considerariam como tal, porque ele é poeta demais, “tolo” demais...) diz que “a felicidade mais alta é a felicidade da razão, que encontra sua expressão suprema na  obra do artista. Pois que coisa mais deliciosa haverá que tornar sensível a beleza? Mas “esta felicidade suprema,” ele acrescenta, “é ultrapassada na felicidade de gerar um filho ou de educar uma pessoa.”

         Passei então ao prólogo de Zaratustra.

Quando Zaratustra tinha 30 anos de idade deixou a sua casa e o lago de sua casa e subiu para as montanhas. Ali ele gozou do seu espírito e da sua solidão, e por dez anos não se cansou. Mas, por fim, uma mudança veio ao seu coração e, numa manhã, levantou-se de madrugada, colocou-se diante do sol, e assim lhe falou: Tu, grande estrela, que seria de tua felicidade se não houvesse aqueles para quem brilhas? Por dez anos tu vieste à minha caverna: tu te terias cansado de tua luz e de tua jornada, se eu, minha águia e minha serpente não estivéssemos a tua espera. Mas a cada manhã te esperávamos e tomávamos de ti o teu transbordamento, e te bendizíamos por isso. Eis que estou cansado na minha sabedoria, como uma abelha que ajuntou muito mel; tenho necessidade de mãos estendidas que a recebam. Mas, para isso, eu tenho de descer às profundezas, como tu o fazes na noite e mergulhas no mar... Como tu, eu também devo descer...

         Abençoa, pois, a taça que deseja esvaziar-se de novo...


        Assim se inicia a saga de Zaratustra, com uma meditação sobre a felicidade. A felicidade começa na solidão: uma taça que se deixa encher com a alegria que transborda do sol. Mas vem o tempo quando a taça se enche. Ela não mais pode conter aquilo que recebe. Deseja transbordar. Acontece assim com a abelha que não mais consegue segurar em si o mel que ajuntou; acontece com o seio, turgido de leite, que precisa da boca da criança que o esvazie. A felicidade solitária é dolorosa. Zaratustra percebe então que sua alma passa por uma metamorfose. Chegou a hora de uma alegria maior: a de compartilhar com os homens a felicidade que nele mora. Seus olhos procuram mãos estendidas que possam receber a sua riqueza. Zaratustra, o sábio, se transforma em mestre. Pois ser mestre é isso: ensinar a felicidade.

        “Ah!”, retrucarão os professores, “a felicidade não é a disciplina que ensino. Ensino ciências, ensino literatura, ensino história, ensino matemática...” Mas será que vocês não percebem que essas coisas que se chamam “disciplinas’’, e que vocês devem ensinar, nada mais são que taças multiformes coloridas, que devem estar cheias de alegria?

          Pois o que vocês ensinam não é um deleite para a alma? Se não fosse, vocês não deveriam ensinar. E se é, então é preciso que aqueles que recebem, os seus alunos, sintam prazer igual ao que vocês sentem. Se isso não acontecer, vocês terão fracassado na sua missão, como a cozinheira que queria oferecer prazer, mas a comida saiu salgada e queimada...

             O mestre nasce da exuberância da felicidade. E, por isso mesmo, quando perguntados sobre a sua profissão, os professores deveriam ter coragem para dar a absurda resposta: “Sou um pastor da alegria...” Mas, é claro, somente os seus alunos poderão atestar da verdade da sua declaração...




In: ALVES, Ruben. A arte de ensinar. Indaiatuba: ARS Poética Editora Ltda., 1994. Disponível em: http://www.virtual.ufc.br/CursoUCA/ modulo_3/6994779-Rubem-Alves-A-Alegria-de-Ensinar.pdf. Acesso em 28 dez.2023 Adaptado.
No trecho “Algumas páginas antes o herói da história havia declarado que, ao final de sua longa caminhada pelas coisas mais altas do espírito, dentre as quais se destacava a familiaridade com a sublime beleza da música e da literatura, descobrira que ensinar era algo que lhe dava prazer igual, e que o prazer era tanto maior quanto mais jovens e mais livres das deformações da deseducação fossem os estudantes”, encontram-se quatro ocorrências da palavra “que”. Dentre as várias funções dessa palavra, nesse contexto, especificamente, é correto afirmar que estabelecem a ligação entre o verbo e seu complemento
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4

457941201552136
Ano: 2024Banca: COSEACOrganização: FME de Niterói - RJDisciplina: Legislação Municipal (Rio de Janeiro)Temas: Estatuto dos Servidores Públicos de Niterói | Legislação Municipal de Niterói
Texto associado

Tópico: Estatuto dos Funcionários Públicos Municipais de Niterói 

O Estatuto dos Funcionários Públicos Municipais de Niterói dispõe sobre o prazo do início do exercício do cargo. Assinale a opção correta.

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457941200857029
Ano: 2024Banca: COSEACOrganização: FME de Niterói - RJDisciplina: História Geral e do BrasilTemas: História Mundial
Em 1955, reuniu-se em Bandung, na Indonésia, uma conferência convocada pelo grupo de Colombo, congregando os cinco países recém-independentes – Índia, Paquistão, Ceilão, Birmânia e Indonésia – e, pela primeira vez, os chefes de Estado de 29 países da Ásia e da África (18 a 24 de abril), que se apresentavam como um terceiro mundo.

LINHARES, Maria Yedda Leite. Descolonização e lutas de libertação nacional. In: REIS FILHO, Daniel Aarão; FERREIRA, Jorge; ZENHA, Celeste (Orgs.). O Século XX. v. 3. O tempo das dúvidas: do declínio das utopias às globalizações. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000, p. 57.

No que se refere aos pontos em comum da Conferência de Bandung, houve pronunciamento
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6

457941202000310
Ano: 2024Banca: COSEACOrganização: FME de Niterói - RJDisciplina: Educação Física e EsportesTemas: Educação Física Escolar | Fundamentos Socio-Históricos da Educação Física
“Historicamente, as concepções de educação física escolar estão imbricadas com as diferentes visões acerca da escola, do ensino, dos alunos e da sociedade. No que se refere à Educação Física enquanto campo de conhecimento com seus saberes específicos, essas diferentes concepções são demarcadas pelas diferentes visões acerca do corpo. [...].
Compreendemos que cada concepção tem suas contribuições, assim como seus limites. Conforme exposto anteriormente, todas são importantes para a conformação da Educação Física escolar em seus diferentes contextos e possibilidades”

Referenciais Curriculares da Rede Pública Municipal de Educação de Niterói, 2022.

Nesse sentido, é correto afirmar que na abordagem
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457941201907509
Ano: 2024Banca: COSEACOrganização: FME de Niterói - RJDisciplina: Pedagogia e DidáticaTemas: Legislação Educacional | Temas Pedagógicos
De acordo com o Parecer CNE/CP nº 003/2004, a educação das relações étnico-raciais se desenvolvem no cotidiano das escolas, nos diferentes níveis e modalidades de ensino, compreendendo 
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8

457941200981212
Ano: 2024Banca: COSEACOrganização: FME de Niterói - RJDisciplina: Pedagogia e DidáticaTemas: Avaliação da Educação
No Brasil dos anos 90, viveu-se um clima de maior liberdade, em que foram realizadas a reorientação das leituras pedagógicas, de acordo com Paulo Ghiraldelli. Nesse período, houve um enorme número de frentes de programas educacionais abertos e a criação de três grandes exames, sendo eles: 
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457941201435434
Ano: 2024Banca: COSEACOrganização: FME de Niterói - RJDisciplina: Direito ConstitucionalTemas: Estrutura Político-Administrativa do Estado | Distribuição de Competências Constitucionais | Estrutura dos Municípios
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Tópico: Lei Orgânica do Município de Niterói

Sobre a competência suplementar, assinale a afirmativa correta.

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10

457941200949470
Ano: 2024Banca: COSEACOrganização: FME de Niterói - RJDisciplina: Pedagogia e DidáticaTemas: Teoria e Prática Curricular | Temas Pedagógicos
Considerando-se a participação e a aprendizagem do estudante público-alvo da Educação Especial na classe comum, tem sido apontada(o) como uma abordagem promissora pela literatura sobre inclusão escolar o(a)
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