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Texto V
Pense num nó
Pedro Gravatista era o maior dador de nó de gravata do Brasil. Dava nó até em colarinho de batina. Foi chamado pra engravatar o presidente do Sindicato dos Odontologistas de Minas Gerais, quase fez dele um Tiradentes; e, pra morte federativa, só faltou o pau da forca, a reza e o padre.
O sindicalista (caboco do dentifrício inflamado, faixa negra de doutor) era o maior arrancador de incisivos a bufetes do país, famoso pelo golpe certeiro e profilaxia aplicada. Era um caboco danado, assim dos seus vinte e poucos danos, de nome Antônio Fenomenal.
Pois bem, esse fenomenalzinho pegou o dador de nó pelo nó e deu-lhe um coletivo de bufete, maior do que a Casa do Espancamento.
Sai o gravatista com o talento entre as pernas e diz:
- De hoje em vante, só nó em pingo d’água.
Vocabulário:
Odontologista: dentista
Profilaxia: limpeza
Incisivo: tipo de dente
Do dentifrício inflamado: irritadiço, irascível
QUIRINO, Jessier. Papel de bodega. Recife: Bagaço, 2013, p.107.
Leia o texto a seguir:
"A Andá-açu (Joannesia princeps Vell) é uma árvore nativa e endêmica do Brasil que ocorre em áreas de Caatinga e Mata Atlântica. Tem de 15 a 30 metros de altura com tronco de 40 a 95 cm de diâmetro. A casca é castanho claro e lisa, com algumas fissuras. Considerada leve, muito porosa e macia ao corte, é utilizada na fabricação de palitos de fósforo, celulose para papel, caixotes e para a construção de pequenas embarcações como canoas e jangadas."
Disponível em https://arvores.Qreennation.com.br/species/ll. Acesso 10/09/2016.
Uma madeireira derrubou uma certa quantidade de troncos de árvores da espécie Andá-açu, todos com 2,5 m³ de volume para fazer palitos de fósforos. Os palitos estão em 1000 contêineres, cada contêiner possui 15000 pacotes com 10 caixas de 40 palitos cada. Sabendo que cada palito tem 200 mm³ de volume, quantos troncos de árvores Andá-açu foram necessários?
Aninha e suas pedras (Cora Coralina)
Não te deixes destruir...
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha ,
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede
(Fonte: http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/cora-coralina-poemas/Acesso; 05/11/16)
Aninha e suas pedras (Cora Coralina)
Não te deixes destruir...
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha ,
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede
(Fonte: http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/cora-coralina-poemas/Acesso; 05/11/16)
Texto V
Pense num nó
Pedro Gravatista era o maior dador de nó de gravata do Brasil. Dava nó até em colarinho de batina. Foi chamado pra engravatar o presidente do Sindicato dos Odontologistas de Minas Gerais, quase fez dele um Tiradentes; e, pra morte federativa, só faltou o pau da forca, a reza e o padre.
O sindicalista (caboco do dentifrício inflamado, faixa negra de doutor) era o maior arrancador de incisivos a bufetes do país, famoso pelo golpe certeiro e profilaxia aplicada. Era um caboco danado, assim dos seus vinte e poucos danos, de nome Antônio Fenomenal.
Pois bem, esse fenomenalzinho pegou o dador de nó pelo nó e deu-lhe um coletivo de bufete, maior do que a Casa do Espancamento.
Sai o gravatista com o talento entre as pernas e diz:
- De hoje em vante, só nó em pingo d’água.
Vocabulário:
Odontologista: dentista
Profilaxia: limpeza
Incisivo: tipo de dente
Do dentifrício inflamado: irritadiço, irascível
QUIRINO, Jessier. Papel de bodega. Recife: Bagaço, 2013, p.107.
O conto da mentira (Rogério Augusto)
Todo dia Felipe inventava uma mentira. “Mãe, a vovó tá no telefone!”. A mãe largava a louça na pia e corria até a sala. Encontrava o telefone mudo.
O garoto havia inventado morte do cachorro, nota dez em matemática, gol de cabeça em campeonato de rua. A mãe tentava assustá-lo: “Seu nariz vai ficar igual ao do Pinóquio!”. Felipe ria na cara dela: “Quem tá mentindo é você! Não existe ninguém de madeira!”.
O pai de Felipe também conversava com ele: “Um dia você contará uma verdade e ninguém acreditará!”. Felipe ficava pensativo. Mas no dia seguinte...
Então, aconteceu o que seu pai alertara. Felipe assistia a um programa na TV. A apresentadora ligou para o número do telefone da casa dele. Felipe tinha sido sorteado. O prêmio era uma bicicleta: “É verdade, mãe! A moça quer falar com você no telefone pra combinar a entrega da bicicleta. É verdade!”.
A mãe de Felipe fingiu não ouvir. Continuou preparando o jantar em silêncio. Resultado: Felipe deixou de ganhar o prêmio. Então, ele começou a reduzir suas mentiras. Até que um dia deixou de contá-las. Bem, Felipe cresceu e tornou-se um escritor. Voltou a criar histórias. Agora, sem culpa e sem medo. No momento está escrevendo um conto. É a história de um menino que deixa de ganhar uma bicicleta porque mentia...