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Mal-educados ou educados mal?
O prédio em que estou, em Nova York, tem uma piscina coberta no último andar. Numa tarde da semana passada, éramos dois nadando na piscina. De repente, apesar dos ouvidos tapados pela touca de borracha e da cabeça na água, ouvi um estardalhaço de gritos insensatos. Parecia que a piscina estava sendo invadida pela excursão não monitorada de uma classe de estudantes do Fundamental.
De fato, era só um menino, 7 ou 8 anos, mas que gritava como uma turma inteira. Não dava para entender nada de seus gritos, e não estou certo de que ele estivesse querendo se comunicar: gritava, mas sem angústia, pelo prazer de fazer barulho.
Ele era acompanhado por três mulheres – suponho que uma fosse a mãe e as duas outras, uma babá e uma empregada. (Babá aos 8 anos? Pois é.) O menino não tinha dificuldade motora alguma, mas as três o preparavam para entrar na água. Duas retiravam a camiseta, enquanto outra, ajoelhada, tirava os chinelos.
Logo chegou outro menino, acompanhado por mais uma babá. Os gritos incompreensíveis não duplicaram porque não havia como eles aumentarem mais. Os dois meninos ficaram então pulando na água e subindo pela escada – ótima brincadeira, mas por que sempre gritando? Por que manifestar sua excitação parecia mais importante do que brincar?
Os meninos não eram mal-educados. Eles eram educados mal, que é pior. Digo isso porque eles gritavam? Não, claro. Eles eram educados mal porque eram privados da autonomia de tirar chinelos e camiseta. E, sobretudo, eram educados mal porque nada lhes sugeria que eles pudessem ser apenas uns entre outros. Para os cuidados e os olhares extasiados das quatro mulheres, eles precisavam manter uma cansativa e barulhenta encenação de sua unicidade*. Nada demais naquela ocasião (só uns gritos), mas a crença na unicidade privilegiada da gente se transforma, ao longo da vida, na cansativa obrigação de ser sempre “diferente” e extraordinário.
*unicidade: qualidade ou estado de ser único; singularidade.
(Contardo Calligaris. www.folha.uol.com.br/colunas/ contardocalligaris/2016/01/1731576-mal-educados-ou-educados-mal.shtml, 21.01.2016. Adaptado)
Considere a frase do décimo primeiro parágrafo.
Sobre a amputação, não sei que adulto eu seria se nesses primeiros anos não houvesse a sensação de liberdade, mas também a percepção do risco, que me acompanhava todos os dias.
A respeito das formas verbais destacadas, é correto afirmar que
A Polícia Civil de Minas Gerais pediu, nesta terça-feira (23 de fevereiro), a prisão preventiva de seis funcionários da Samarco após concluir o primeiro inquérito que apura o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG).
(Folha, 23 fev.16. Disponível em:<http://goo.gl/doIH6a>
A Turquia os considera terroristas e os acusa pelo atentado que matou 28 em Ancara nesta semana (o grupo PKK nega). Mesmo assim, o país deve intensificar os bombardeios aos aliados do PKK na Síria. Os EUA tentam convencer a Turquia a não fazer isso. Mas os turcos argumentam que terrorista é terrorista e que os EUA também deveriam romper com eles.
(Estadão, 20 fev.16. Disponível em:<http://goo.gl/K9bK8w>
Conforme documentos e pesquisas, uma alimentação saudável é aquela que atende a todas as exigências do corpo, ou seja, não está abaixo nem acima das necessidades do nosso organismo. Além de ser fonte de nutrientes, a alimentação envolve diferentes aspectos, tais como valores culturais, sociais, afetivos, sensoriais. As pessoas, diferentemente dos demais seres vivos, ao alimentar-se não buscam apenas suprir suas necessidades orgânicas de nutrientes. Não se alimentam de nutrientes, mas de alimentos palpáveis com cheiro, cor, textura e sabor. Portanto, o alimento, como fonte de prazer e identidade cultural e familiar, também é uma abordagem importante para promover saúde.
Assinale a alternativa que melhor expressa o direito da criança em relação a uma alimentação sadia.