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1

457941201600034
Ano: 2010Banca: CEPERJOrganização: SESDEC-RJDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Análise Textual | Estrutura Textual
Texto associado

Leia o texto a seguir e responda às questões de nº 01 a 10.

A ARTE DE MORRER


Num artigo publicado na semana passada na Folha de São

Paulo, Ruy Castro narrou as extraordinárias circunstâncias da mor-

te do advogado Henrique Gandelman, um especialista em direitos

autorais que, entre outros feitos, dedicou anos à tarefa de trazer os

5 direitos sobre a obra de Villa-Lobos, desencaminhados mundo afo-

ra, para o espólio do artista. “Foi um trabalho de amor, poucos ama-

vam tanto Villa-Lobos”, escreve Ruy Castro. Gandelman, que estu-

dou música na juventude, era, além de defensor dos direitos, um

profundo conhecedor da obra do grande compositor brasileiro. No

10 dia 24 de setembro, ele ia dar uma palestra no Museu Villa-Lobos,

no Rio de Janeiro, e receber uma homenagem. Enquanto, no ca-

marim, esperava a hora de se apresentar, o sistema de som come-

çou a tocar a Floresta Amazônica. Gandelman, de mãos dadas com

a mulher, comentou: “Fico sempre arrepiado de ouvir isso. O Villa é

15 mesmo o maior”. E mais não disse, nem lhe foi perguntado. Soltou

um suspiro e caiu morto. Aneurisma. Tinha 80 anos.

É o caso de dizer, para cunhar uma expressão nova, que “a

vida imita a arte”.

Ruy Castro chamou a morte de Gandelman de “a morte ideal”.

20 O advogado morreu sob o impacto de uma emoção estética, e não

uma emoção estética qualquer, mas da obra predileta, ou uma das

obras prediletas, do artista predileto. Os santos morrem, ou morri-

am, com antevisões do paraíso. Santa Teresa de Ávila morreu di-

zendo: “Chegou enfim a hora, Senhor, de nos vermos face a face”.

25 São Francisco disse: "Seja bem-vinda, irmã morte”. A morte ideal,

na era dos santos, era acompanhada pelo transe mística. Numa

era laica, de valores racionalistas, como a nossa, a arte substitui 0

misticismo no provimento de uma elevação espiritual compatível

com esse momento grave entre todos que é o momento da morte.

30__O som de Villa-Lobos substitui a citara dos anjos que os místicos

começavam a ouvir na iminência da morte. Mas não é só nisso que a

morte ideal do homem de hoje se diferencia da do antigo. Morte ide-

al, hoje, é a morte repentina, sem dor, sem remédios e sem UTI, De

preferência, tão repentina que poupe até da consciência de que se

35 está morrendo. Os santos morriam tão conscientes da morte que até:

podiam saudar sua chegada. Antes deles, Sócrates morreu despe-

dindo-se dos amigos e filosofando sobre a morte. Para os gregos,

era a morte ideal. Em nosso tempo, um valor altamente apreciado é

a morte que nos poupe da angústia, ou do susto, ou do pânico, de

40 saber que se está morrendo. É uma espécie de ludíbrio que aplicamos

na morte. O.k., você chegou. Mas nem nos demos conta disso.

A visita foi humilhada por um anfitrião que nem olhou para a sua cara,

(Roberto Pompeu de Toledo, Revista Veja, 7 de outubro de 2009, com adaptações)

Seria mantida a clareza, a coerência e a coesão do texto, caso se substituísse a expressão sublinhada abaixo por dois pontos, no segmento:

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2

457941200993622
Ano: 2010Banca: CEPERJOrganização: SESDEC-RJDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Análise Textual
Texto associado

Leia o texto a seguir e responda às questões de nº 01 a 10.

A ARTE DE MORRER


Num artigo publicado na semana passada na Folha de São

Paulo, Ruy Castro narrou as extraordinárias circunstâncias da mor-

te do advogado Henrique Gandelman, um especialista em direitos

autorais que, entre outros feitos, dedicou anos à tarefa de trazer os

5 direitos sobre a obra de Villa-Lobos, desencaminhados mundo afo-

ra, para o espólio do artista. “Foi um trabalho de amor, poucos ama-

vam tanto Villa-Lobos”, escreve Ruy Castro. Gandelman, que estu-

dou música na juventude, era, além de defensor dos direitos, um

profundo conhecedor da obra do grande compositor brasileiro. No

10 dia 24 de setembro, ele ia dar uma palestra no Museu Villa-Lobos,

no Rio de Janeiro, e receber uma homenagem. Enquanto, no ca-

marim, esperava a hora de se apresentar, o sistema de som come-

çou a tocar a Floresta Amazônica. Gandelman, de mãos dadas com

a mulher, comentou: “Fico sempre arrepiado de ouvir isso. O Villa é

15 mesmo o maior”. E mais não disse, nem lhe foi perguntado. Soltou

um suspiro e caiu morto. Aneurisma. Tinha 80 anos.

É o caso de dizer, para cunhar uma expressão nova, que “a

vida imita a arte”.

Ruy Castro chamou a morte de Gandelman de “a morte ideal”.

20 O advogado morreu sob o impacto de uma emoção estética, e não

uma emoção estética qualquer, mas da obra predileta, ou uma das

obras prediletas, do artista predileto. Os santos morrem, ou morri-

am, com antevisões do paraíso. Santa Teresa de Ávila morreu di-

zendo: “Chegou enfim a hora, Senhor, de nos vermos face a face”.

25 São Francisco disse: "Seja bem-vinda, irmã morte”. A morte ideal,

na era dos santos, era acompanhada pelo transe mística. Numa

era laica, de valores racionalistas, como a nossa, a arte substitui 0

misticismo no provimento de uma elevação espiritual compatível

com esse momento grave entre todos que é o momento da morte.

30__O som de Villa-Lobos substitui a citara dos anjos que os místicos

começavam a ouvir na iminência da morte. Mas não é só nisso que a

morte ideal do homem de hoje se diferencia da do antigo. Morte ide-

al, hoje, é a morte repentina, sem dor, sem remédios e sem UTI, De

preferência, tão repentina que poupe até da consciência de que se

35 está morrendo. Os santos morriam tão conscientes da morte que até:

podiam saudar sua chegada. Antes deles, Sócrates morreu despe-

dindo-se dos amigos e filosofando sobre a morte. Para os gregos,

era a morte ideal. Em nosso tempo, um valor altamente apreciado é

a morte que nos poupe da angústia, ou do susto, ou do pânico, de

40 saber que se está morrendo. É uma espécie de ludíbrio que aplicamos

na morte. O.k., você chegou. Mas nem nos demos conta disso.

A visita foi humilhada por um anfitrião que nem olhou para a sua cara,

(Roberto Pompeu de Toledo, Revista Veja, 7 de outubro de 2009, com adaptações)

O significado global do texto, resultante das relações de sentido que nele se estabelecem, é:

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3

457941200746490
Ano: 2010Banca: CEPERJOrganização: SESDEC-RJDisciplina: Enfermagem: Teoria e PráticaTemas: Administração de Fármacos | Gestão em Enfermagem

A agulha para injeção intramuscular deve ter diâmetro situado entre:

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4

457941201310015
Ano: 2010Banca: CEPERJOrganização: SESDEC-RJDisciplina: Enfermagem: Teoria e PráticaTemas: Monitoramento de Sinais Vitais | Princípios e Técnicas de Enfermagem

A frequência normal da respiração no adulto em repouso varia entre:

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5

457941200487967
Ano: 2010Banca: CEPERJOrganização: SESDEC-RJDisciplina: Serviço Social e Políticas PúblicasTemas: Assistência Social e Governança Social | Políticas Públicas Sociais | Fundamentos de Políticas Públicas Sociais

Fundamentada por uma abrangente pesquisa, Iamamoto (2007) afirma que no Brasil contemporâneo, sob o contexto da mundialização do capital, há uma reconfiguração da questão social. Numa análise ampliada desse processo, ela verifica que a viabilização de direitos sociais está subordinada:

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6

457941200684143
Ano: 2010Banca: CEPERJOrganização: SESDEC-RJDisciplina: Farmacologia e SaúdeTemas: Coleta de Material Biológico e Biossegurança em Ciências Farmacêuticas

À completa destruição ou remoção de todas as formas de vida, incluindo os esporos e os vírus existentes num material qualquer, recebe o nome de:

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7

457941200251206
Ano: 2010Banca: CEPERJOrganização: SESDEC-RJDisciplina: Enfermagem: Teoria e PráticaTemas: Princípios e Técnicas de Enfermagem | Monitoramento de Sinais Vitais

A frequência cardíaca média de uma criança com dois anos de idade é:

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8

457941201550229
Ano: 2010Banca: CEPERJOrganização: SESDEC-RJDisciplina: Enfermagem: Teoria e PráticaTemas: Saúde Feminina | Cuidados de Enfermagem no Pré-Natal

Dentre os cuidados de enfermagem para uma mulher com diagnóstico de toxemia gravídica, recomenda-se manter essa paciente em repouso, preferencialmente em:

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9

457941200964606
Ano: 2010Banca: CEPERJOrganização: SESDEC-RJDisciplina: Enfermagem: Teoria e PráticaTemas: Saúde Feminina | Cuidados de Enfermagem no Pré-Natal

Conforme esclarecimento do Ministério da Saúde, em seu manual "Pré-Natal e Puerpério - Atenção Qualificada e Humanizada", o único exame cuja não realização durante a gestação não constitui omissão, nem diminui a qualidade do pré-natal, caso este não esteja disponível no serviço e desde que não exista alguma indicação específica orientada por suspeita clínica, é a:

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10

457941201990615
Ano: 2010Banca: CEPERJOrganização: SESDEC-RJDisciplina: Serviço Social e Políticas PúblicasTemas: Assistência Social e Governança Social | Políticas Públicas Sociais | Fundamentos de Políticas Públicas Sociais

Conforme Behring e Boschetti (2006), os princípios da seletividade e distributividade promulgados no capítulo da Seguridade Social da Constituição Federal (1988) apontam para a:

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