Bento Rodrigues tem cor de tragédia e cheiro de morte
O cheiro de morte cerca Bento Rodrigues inteiro. É o cheiro da decomposição dos animais que a avalanche de lama
soterrou no começo de novembro, após o rompimento da barragem do Fundão. E tem a cor da tragédia: o marrom das
casas, das árvores e dos pássaros que mergulham nas poças de água cheias de rejeitos de minério. Um vazio marrom
domina todo o centro do extinto distrito de Mariana. As casas que não foram levadas viraram escombros.
Dentro e em volta delas, os rastros do caos: roupas, panelas, sofás, brinquedos e documentos espalhados, motos
soterradas, carros destruídos, cachorros e galinhas abandonadas. É clichê, mas é real: o lugar virou cenário de filme
pós‐apocalíptico. Com direito até a um cartão postal: a imagem do carro carregado pela lama e colocado caprichosamente
sobre o muro de uma casa. Só algumas poucas casas e um ginásio permaneceram quase intactos – e foi ali onde centenas
de pessoas se abrigaram à espera do resgate.
A lama que saiu da barragem da Samarco, mineradora que pertence à Vale e à anglo‐australiana BHP Billiton,
devastou também outras áreas próximas de Mariana. A pequena cidade de Barra Longa perdeu casas e a praça principal
– os bancos e as árvores deram lugar aos caminhões de limpeza. Mas ainda não se compara visualmente ao estrago de
Bento Rodrigues. A lama varreu de vez o distrito, tirou o ponto do mapa. Por ali nunca mais vão existir casas, bairros ou
a famosa fábrica artesanal de geleia de pimenta? A Samarco, responsável pela destruição, pretende reconstruir Bento
em outro lugar. Ali talvez vire até outra barragem (os moradores contam que a mineradora já cobiçava comprar as casas
e o terreno de Bento Rodrigues há algum tempo).
Por ora, 356 pessoas que viviam por lá estão hospedadas em hotéis de Mariana. Há 22 dias, essas pessoas vivem
sob as regras do hotel, com horário pré‐determinado para comer, sem espaço para as crianças brincarem. Perderam
não só a casa e o bairro. Perderam a vida que levavam. Boa parte agora deles passa o dia em frente aos hotéis. E volta e
meia os funcionários da Samarco aparecem para perguntar por uma ou outra pessoa para falar sobre indenização ou
oferecer uma casa alugada.
Mas nem depois dessa tragédia toda, do maior desastre ambiental da história do Brasil, a Samarco perde poder ou
moral em Mariana. Pouca gente se atreve a falar mal da mineradora – e muitos ainda a defendem. “Não fala mal da
Samarco por aí que o pessoal fica bravo", avisou um morador. Toda a história da cidade está ligada à mineração. Se
antes o ouro guiava a economia da região, hoje é o minério de ferro. 80% da economia local é ligada direta
ou indiretamente à atividade. É daí que vem todo o poder das mineradoras: a maior parte da população trabalha lá e
tem medo de perder a única fonte de renda. Mas enquanto a Samarco fatura milhões com a exploração de minérios, a
cidade segue pobre e corrupta (foram 7 prefeitos em 5 anos).
E essa “mãezona" abandonou as crias no momento da tragédia. Ou melhor: expôs todos eles ao perigo. Passou
anos sem colocar em ação um programa emergencial, mesmo a barragem do Fundão sendo classificada de alto risco, e
ainda aumentou a produção de rejeitos no último ano. Foi por isso que as pessoas de Bento Rodrigues não receberam
alarmes, foi a comunicação dos funcionários pelo rádio que salvou a vida de dezenas de pessoas. Agora a Samarco
trabalha para tentar reparar os irreparáveis danos causados às vítimas (sem qualquer questionamento do governo
municipal ou estadual: o acompanhamento psicossocial, por exemplo, é feito por funcionários da mineradora). Até lá,
espera‐se que a barragem de Germano, muito maior que a do Fundão, não tenha o mesmo fim que a outra. (Carol Castro, Felipe Floresti. Disponível em: http://super.abril.com.br/ciencia/bento‐rodrigues‐tem‐cor‐de‐tragedia‐e‐cheiro‐de‐morte.
Acesso em: 01/12/2015.)
Assinale a alternativa cujo tempo verbal se DIFERENCIA dos demais.
Bento Rodrigues tem cor de tragédia e cheiro de morte
O cheiro de morte cerca Bento Rodrigues inteiro. É o cheiro da decomposição dos animais que a avalanche de lama
soterrou no começo de novembro, após o rompimento da barragem do Fundão. E tem a cor da tragédia: o marrom das
casas, das árvores e dos pássaros que mergulham nas poças de água cheias de rejeitos de minério. Um vazio marrom
domina todo o centro do extinto distrito de Mariana. As casas que não foram levadas viraram escombros.
Dentro e em volta delas, os rastros do caos: roupas, panelas, sofás, brinquedos e documentos espalhados, motos
soterradas, carros destruídos, cachorros e galinhas abandonadas. É clichê, mas é real: o lugar virou cenário de filme
pós‐apocalíptico. Com direito até a um cartão postal: a imagem do carro carregado pela lama e colocado caprichosamente
sobre o muro de uma casa. Só algumas poucas casas e um ginásio permaneceram quase intactos – e foi ali onde centenas
de pessoas se abrigaram à espera do resgate.
A lama que saiu da barragem da Samarco, mineradora que pertence à Vale e à anglo‐australiana BHP Billiton,
devastou também outras áreas próximas de Mariana. A pequena cidade de Barra Longa perdeu casas e a praça principal
– os bancos e as árvores deram lugar aos caminhões de limpeza. Mas ainda não se compara visualmente ao estrago de
Bento Rodrigues. A lama varreu de vez o distrito, tirou o ponto do mapa. Por ali nunca mais vão existir casas, bairros ou
a famosa fábrica artesanal de geleia de pimenta? A Samarco, responsável pela destruição, pretende reconstruir Bento
em outro lugar. Ali talvez vire até outra barragem (os moradores contam que a mineradora já cobiçava comprar as casas
e o terreno de Bento Rodrigues há algum tempo).
Por ora, 356 pessoas que viviam por lá estão hospedadas em hotéis de Mariana. Há 22 dias, essas pessoas vivem
sob as regras do hotel, com horário pré‐determinado para comer, sem espaço para as crianças brincarem. Perderam
não só a casa e o bairro. Perderam a vida que levavam. Boa parte agora deles passa o dia em frente aos hotéis. E volta e
meia os funcionários da Samarco aparecem para perguntar por uma ou outra pessoa para falar sobre indenização ou
oferecer uma casa alugada.
Mas nem depois dessa tragédia toda, do maior desastre ambiental da história do Brasil, a Samarco perde poder ou
moral em Mariana. Pouca gente se atreve a falar mal da mineradora – e muitos ainda a defendem. “Não fala mal da
Samarco por aí que o pessoal fica bravo", avisou um morador. Toda a história da cidade está ligada à mineração. Se
antes o ouro guiava a economia da região, hoje é o minério de ferro. 80% da economia local é ligada direta
ou indiretamente à atividade. É daí que vem todo o poder das mineradoras: a maior parte da população trabalha lá e
tem medo de perder a única fonte de renda. Mas enquanto a Samarco fatura milhões com a exploração de minérios, a
cidade segue pobre e corrupta (foram 7 prefeitos em 5 anos).
E essa “mãezona" abandonou as crias no momento da tragédia. Ou melhor: expôs todos eles ao perigo. Passou
anos sem colocar em ação um programa emergencial, mesmo a barragem do Fundão sendo classificada de alto risco, e
ainda aumentou a produção de rejeitos no último ano. Foi por isso que as pessoas de Bento Rodrigues não receberam
alarmes, foi a comunicação dos funcionários pelo rádio que salvou a vida de dezenas de pessoas. Agora a Samarco
trabalha para tentar reparar os irreparáveis danos causados às vítimas (sem qualquer questionamento do governo
municipal ou estadual: o acompanhamento psicossocial, por exemplo, é feito por funcionários da mineradora). Até lá,
espera‐se que a barragem de Germano, muito maior que a do Fundão, não tenha o mesmo fim que a outra. (Carol Castro, Felipe Floresti. Disponível em: http://super.abril.com.br/ciencia/bento‐rodrigues‐tem‐cor‐de‐tragedia‐e‐cheiro‐de‐morte.
Acesso em: 01/12/2015.)
“Pouca gente se atreve a falar mal da mineradora – e muitos ainda a defendem. ‘Não fala mal da Samarco por aí que
o pessoal fica bravo’, avisou um morador. Toda a história da cidade está ligada à mineração. Se antes o ouro guiava a
economia da região, hoje é o minério de ferro. 80% da economia local é ligada direta ou indiretamente à atividade.”
(5º §) De acordo com o trecho anterior, analise as afirmativas a seguir.
I. Muitos dos atingidos pelo desastre ambiental não se opõem publicamente contra a mineradora por temerem
represálias por parte desta.
II. Apesar de todas as perdas sofridas, a maior parte da população se abstém de qualquer comentário por temer a
perda de sua fonte de renda.
III.A mineradora é defendida por muitos dos atingidos porque trouxe prosperidade financeira às famílias local.
No Sistema Operacional Microsoft Windows 7 (configuração padrão), o procedimento para criar uma nova pasta na
área de trabalho do computador é clicar com o botão
Um motoboy autônomo, A, cobra, pelos seus serviços, uma taxa fixa de R$ 15,00, acrescido de R$ 0,20 por quilômetro
percorrido. Outro motoboy autônomo, B, não cobra taxa fixa, mas tão somente R$ 0,45 por quilômetro percorrido.
Assim, para que o serviço prestado pelo motoboy A seja mais econômico que B, a distância a ser percorrida, em km,
deverá ser, no mínimo, superior a:
Bento Rodrigues tem cor de tragédia e cheiro de morte
O cheiro de morte cerca Bento Rodrigues inteiro. É o cheiro da decomposição dos animais que a avalanche de lama
soterrou no começo de novembro, após o rompimento da barragem do Fundão. E tem a cor da tragédia: o marrom das
casas, das árvores e dos pássaros que mergulham nas poças de água cheias de rejeitos de minério. Um vazio marrom
domina todo o centro do extinto distrito de Mariana. As casas que não foram levadas viraram escombros.
Dentro e em volta delas, os rastros do caos: roupas, panelas, sofás, brinquedos e documentos espalhados, motos
soterradas, carros destruídos, cachorros e galinhas abandonadas. É clichê, mas é real: o lugar virou cenário de filme
pós‐apocalíptico. Com direito até a um cartão postal: a imagem do carro carregado pela lama e colocado caprichosamente
sobre o muro de uma casa. Só algumas poucas casas e um ginásio permaneceram quase intactos – e foi ali onde centenas
de pessoas se abrigaram à espera do resgate.
A lama que saiu da barragem da Samarco, mineradora que pertence à Vale e à anglo‐australiana BHP Billiton,
devastou também outras áreas próximas de Mariana. A pequena cidade de Barra Longa perdeu casas e a praça principal
– os bancos e as árvores deram lugar aos caminhões de limpeza. Mas ainda não se compara visualmente ao estrago de
Bento Rodrigues. A lama varreu de vez o distrito, tirou o ponto do mapa. Por ali nunca mais vão existir casas, bairros ou
a famosa fábrica artesanal de geleia de pimenta? A Samarco, responsável pela destruição, pretende reconstruir Bento
em outro lugar. Ali talvez vire até outra barragem (os moradores contam que a mineradora já cobiçava comprar as casas
e o terreno de Bento Rodrigues há algum tempo).
Por ora, 356 pessoas que viviam por lá estão hospedadas em hotéis de Mariana. Há 22 dias, essas pessoas vivem
sob as regras do hotel, com horário pré‐determinado para comer, sem espaço para as crianças brincarem. Perderam
não só a casa e o bairro. Perderam a vida que levavam. Boa parte agora deles passa o dia em frente aos hotéis. E volta e
meia os funcionários da Samarco aparecem para perguntar por uma ou outra pessoa para falar sobre indenização ou
oferecer uma casa alugada.
Mas nem depois dessa tragédia toda, do maior desastre ambiental da história do Brasil, a Samarco perde poder ou
moral em Mariana. Pouca gente se atreve a falar mal da mineradora – e muitos ainda a defendem. “Não fala mal da
Samarco por aí que o pessoal fica bravo", avisou um morador. Toda a história da cidade está ligada à mineração. Se
antes o ouro guiava a economia da região, hoje é o minério de ferro. 80% da economia local é ligada direta
ou indiretamente à atividade. É daí que vem todo o poder das mineradoras: a maior parte da população trabalha lá e
tem medo de perder a única fonte de renda. Mas enquanto a Samarco fatura milhões com a exploração de minérios, a
cidade segue pobre e corrupta (foram 7 prefeitos em 5 anos).
E essa “mãezona" abandonou as crias no momento da tragédia. Ou melhor: expôs todos eles ao perigo. Passou
anos sem colocar em ação um programa emergencial, mesmo a barragem do Fundão sendo classificada de alto risco, e
ainda aumentou a produção de rejeitos no último ano. Foi por isso que as pessoas de Bento Rodrigues não receberam
alarmes, foi a comunicação dos funcionários pelo rádio que salvou a vida de dezenas de pessoas. Agora a Samarco
trabalha para tentar reparar os irreparáveis danos causados às vítimas (sem qualquer questionamento do governo
municipal ou estadual: o acompanhamento psicossocial, por exemplo, é feito por funcionários da mineradora). Até lá,
espera‐se que a barragem de Germano, muito maior que a do Fundão, não tenha o mesmo fim que a outra. (Carol Castro, Felipe Floresti. Disponível em: http://super.abril.com.br/ciencia/bento‐rodrigues‐tem‐cor‐de‐tragedia‐e‐cheiro‐de‐morte.
Acesso em: 01/12/2015.)
Assinale a alternativa em que o uso de dois pontos ( : ) se DIFERENCIA dos demais.
Analise as afirmativas, marque V para as verdadeiras e F para as falsas.
( ) O ofício é uma forma de correspondência oficial trocada entre chefes ou dirigentes de hierarquia equivalente ou
enviada a alguém de hierarquia superior à daquele que assina.
( ) Sua finalidade é informar com o máximo de clareza e precisão, utilizando o padrão coloquial da língua portuguesa.
( ) Como todos os documentos oficiais, caracteriza‐se impessoalidade, clareza e concisão.
Essa responsabilidade não é só da União e dos Estados, mas também, e sobretudo, dos municípios.
A maior preocupação da população brasileira na atualidade é, inegavelmente, a segurança pública e por motivos
plenamente justificáveis. Invariavelmente, todo cidadão, independente de raça, cor, condição social ou credo religioso,
tem sido atormentado de forma tão violenta por esse tema que a questão se transformou em problema de saúde
pública nos últimos anos, tais os reflexos no comportamento dos brasileiros. No lar, no trabalho, na escola, nos campos
de futebol, seja quem for, esteja onde estiver, lá está ela, ou melhor, a ausência dela, a nos atormentar, como
assombração impiedosa a nos perseguir. Nesse ponto, não podemos nos esquecer de que a segurança pública está
elencada entre as necessidades essenciais de todo ser humano.
O tema adquiriu tamanha relevância que, hoje, se fala de segurança pública com tanta propriedade que surgiram,
nos últimos anos, vários especialistas na matéria, tal como os milhares de técnicos de futebol, a maioria com
diagnósticos elaborados, muitas das vezes, sem qualquer base científica ou fonte segura para os números que são
apresentados. Cite‐se, como exemplo, o índice de reincidência criminal no Brasil, enunciado categoricamente pelo
honrado Presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, na semana passada, para a mídia
nacional e internacional, como sendo de setenta por cento, percentual repetido por tagarelas de plantão, sem que, na
verdade, jamais tenha sido elaborada qualquer pesquisa nesse sentido, fato que, além de servir de base falsa para a
formulação de políticas públicas para o setor, constitui‐se em forma perversa de discriminação daqueles que passaram
pelo cárcere.
Mas se, de um lado, a (in) segurança pública causa fascínio no público e na mídia em geral, com discussões amplas
e apaixonadas, do outro, os tais “especialistas" na matéria entraram em um círculo vicioso de repetição de velhas
fórmulas ultrapassadas, obsoletas e inadequadas no enfrentamento de tão grave questão. “O crime evoluiu, o seu
combate regrediu" é o que mais se ouve em qualquer esquina. Afinal, é preciso mudar essa antiga cultura,
questionando‐se, em primeiro lugar, qual o papel do Estado e qual o da polícia.
Não se pode olvidar: pior que a existência do crime organizado é o seu combate com instituições arcaicas, viciadas
e corrompidas, orientadas por modelos equivocados de repressão, importados, muitas vezes, de países que, antes de
adotá‐los, promoveram mudanças significativas no seu sistema criminal, fato lamentavelmente esquecido por muitas
das pessoas envolvidas.
Acreditamos, portanto, que só há uma forma de salvar o sistema de segurança da chaga da corrupção e do
fracasso: a reforma das instituições, com seleção e controle rigorosos dos seus membros.
Mas isso, como já comentamos, é apenas o começo! Muito mais ainda precisa e deve ser feito.
Está em vigor no Brasil mais um ano de horário de verão, envolvendo dez estados mais o Distrito Federal. Este horário
especial irá durar até o dia 21 de fevereiro de 2016 e o Governo Federal estima que irá economizar cerca de R$ 7
bilhões com a adoção deste horário nos estados das regiões:
Bento Rodrigues tem cor de tragédia e cheiro de morte
O cheiro de morte cerca Bento Rodrigues inteiro. É o cheiro da decomposição dos animais que a avalanche de lama
soterrou no começo de novembro, após o rompimento da barragem do Fundão. E tem a cor da tragédia: o marrom das
casas, das árvores e dos pássaros que mergulham nas poças de água cheias de rejeitos de minério. Um vazio marrom
domina todo o centro do extinto distrito de Mariana. As casas que não foram levadas viraram escombros.
Dentro e em volta delas, os rastros do caos: roupas, panelas, sofás, brinquedos e documentos espalhados, motos
soterradas, carros destruídos, cachorros e galinhas abandonadas. É clichê, mas é real: o lugar virou cenário de filme
pós‐apocalíptico. Com direito até a um cartão postal: a imagem do carro carregado pela lama e colocado caprichosamente
sobre o muro de uma casa. Só algumas poucas casas e um ginásio permaneceram quase intactos – e foi ali onde centenas
de pessoas se abrigaram à espera do resgate.
A lama que saiu da barragem da Samarco, mineradora que pertence à Vale e à anglo‐australiana BHP Billiton,
devastou também outras áreas próximas de Mariana. A pequena cidade de Barra Longa perdeu casas e a praça principal
– os bancos e as árvores deram lugar aos caminhões de limpeza. Mas ainda não se compara visualmente ao estrago de
Bento Rodrigues. A lama varreu de vez o distrito, tirou o ponto do mapa. Por ali nunca mais vão existir casas, bairros ou
a famosa fábrica artesanal de geleia de pimenta? A Samarco, responsável pela destruição, pretende reconstruir Bento
em outro lugar. Ali talvez vire até outra barragem (os moradores contam que a mineradora já cobiçava comprar as casas
e o terreno de Bento Rodrigues há algum tempo).
Por ora, 356 pessoas que viviam por lá estão hospedadas em hotéis de Mariana. Há 22 dias, essas pessoas vivem
sob as regras do hotel, com horário pré‐determinado para comer, sem espaço para as crianças brincarem. Perderam
não só a casa e o bairro. Perderam a vida que levavam. Boa parte agora deles passa o dia em frente aos hotéis. E volta e
meia os funcionários da Samarco aparecem para perguntar por uma ou outra pessoa para falar sobre indenização ou
oferecer uma casa alugada.
Mas nem depois dessa tragédia toda, do maior desastre ambiental da história do Brasil, a Samarco perde poder ou
moral em Mariana. Pouca gente se atreve a falar mal da mineradora – e muitos ainda a defendem. “Não fala mal da
Samarco por aí que o pessoal fica bravo", avisou um morador. Toda a história da cidade está ligada à mineração. Se
antes o ouro guiava a economia da região, hoje é o minério de ferro. 80% da economia local é ligada direta
ou indiretamente à atividade. É daí que vem todo o poder das mineradoras: a maior parte da população trabalha lá e
tem medo de perder a única fonte de renda. Mas enquanto a Samarco fatura milhões com a exploração de minérios, a
cidade segue pobre e corrupta (foram 7 prefeitos em 5 anos).
E essa “mãezona" abandonou as crias no momento da tragédia. Ou melhor: expôs todos eles ao perigo. Passou
anos sem colocar em ação um programa emergencial, mesmo a barragem do Fundão sendo classificada de alto risco, e
ainda aumentou a produção de rejeitos no último ano. Foi por isso que as pessoas de Bento Rodrigues não receberam
alarmes, foi a comunicação dos funcionários pelo rádio que salvou a vida de dezenas de pessoas. Agora a Samarco
trabalha para tentar reparar os irreparáveis danos causados às vítimas (sem qualquer questionamento do governo
municipal ou estadual: o acompanhamento psicossocial, por exemplo, é feito por funcionários da mineradora). Até lá,
espera‐se que a barragem de Germano, muito maior que a do Fundão, não tenha o mesmo fim que a outra. (Carol Castro, Felipe Floresti. Disponível em: http://super.abril.com.br/ciencia/bento‐rodrigues‐tem‐cor‐de‐tragedia‐e‐cheiro‐de‐morte.
Acesso em: 01/12/2015.)
Em uma escola, todos os 264 alunos participam de alguma dentre as três atividades extracurriculares disponíveis:
projetos de pesquisa, projetos de extensão ou programas de estágio. Sabe‐se que 128 alunos participam de projetos
de pesquisa, 120 de projetos de extensão e 96 tanto de projetos de pesquisa quanto de extensão. Assim,
considerando que não há aluno que participe das três atividades simultaneamente, o número de alunos que
participam somente de programas de estágio é: