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TRISTE PARTIDA (Patativa do Assaré)
Setembro passou
outubro e novembro
já tamo em dezembro
Meu Deus, o que é de nós
Assim fala o pobre
do seco Nordeste
com medo da peste
da fome feroz
Rompeu-se o Natal
porém barra não veio
o sol bem vermeio
nasceu muito além
sem chuva na terra
descamba janeiro
depois fevereiro
e o mesmo verão
apela pra março
que é o mês preferido
do santo querido
senhor São José
e vende seu burro
jumento e cavalo
inté mesmo o galo
venderam também
chegaram em São Paulo
sem cobre quebrado
e o pobre acunhado
procura um patrão
só vê cara estranha
trabaia dois anos
três ano e mais ano
e sempre nos prano
de um dia voltar
mas nunca ele pode
só vive devendo.
De acordo com os fragmentos da composição podemos afirmar:
I - As regiões abordadas na composição são o Agreste e a Zona da Mata Nordestina, onde a ocorrência das chuvas são de outono/inverno, predominantes entre os meses de março e agosto.
II - A seca é um fenômeno natural, suas consequências sobre a população camponesa pobre é de cunho puramente socioeconômico. Enquanto os pobres são duramente penalizados com as secas, os ricos, donos de terras, até chegam a ser favorecidos com a estiagem.
III - O migrante nordestino, além das questões econômicas e sociais, também sofre problemas de ordem afetiva e psicológica com o choque cultural, o preconceito do qual é vítima, a baixa autoestima, a perda de referenciais de identidade e a necessidade de adaptação a um outro estilo de vida.
Está(ão) correta(s)
A falta de instrumentos de pesquisa, nos arquivos permanentes, provoca:
REFLEXÃO SOBRE BULLYING
Os mais novos precisam de limites – mas só isso não basta
SEMPRE QUE uma tragédia que envolve crianças ocorre, somos instigados a pensar e a refletir. Os mais novos são nossa responsabilidade, porque é neles que depositamos o destino da humanidade: serão eles que, num futuro breve, darão os rumos de nossa sociedade. Por isso, precisamos saber o que podemos fazer melhor, e o que estamos fazendo de pior para eles, mesmo sem termos consciência disso.
Creio que hoje quase todo mundo sabe que temos um Dia Mundial de combate ao Bullying – 20 de outubro -, e foi justamente nesse dia que ocorreu uma tragédia em nosso país, logo associada ao bullying. Um garoto de 14 anos usou uma arma de fogo para atirar em seus colegas de escola. Dois morreram e outros ficaram feridos.
Mas, afinal, o que é bullying? Em tempos de confusão sobre o tema, é bom esclarecer: é violência, física ou psicológica, praticada repetidamente por uma pessoa ou um grupo contra outra pessoa ou grupo. [...]
Por que o bullying ocorre, afinal? Não é uma questão simples, não há uma causa, mas uma rede formada por vários motivos diferentes. Primeiramente, porque a escola espelha a sociedade em que está inserida. Vamos reconhecer: vivemos há tempos em uma sociedade violenta! Pessoas matam outras porque foram abandonadas, por ter sido traídas, por dinheiro, porque brigaram no trânsito ou no futebol. Pessoas denigrem e agridem outras porque não concordam com suas posições. Xingamentos humilhantes tornam-se rotineiros e banais. Perdemos boa parte do que chamamos de civilidade.
[...] De nada adianta apenas dizer para crianças ou adolescentes “não façam isso” ou “façam aquilo”. É preciso acompanhar o processo. Temos negado nossa presença a eles porque estamos muito ocupados com nossas traquitanas tecnológicas, com nossa juventude, com nossos planos, com nossa vida. [...] Também não ensinamos que é possível lidar com as emoções que surgem repentinamente sem ser de modo intempestivo, que devemos nos relacionar com as diferenças sem julgar, que precisamos ter empatia e virtudes. Ensinamos apenas que é preciso ter êxito e sucesso, e ser popular! Agora, eu pergunto: o que nós, adultos, temos a ver com o bullying entre crianças e adolescentes? Nosso comportamento já diz: temos TUDO a ver!
(Rosely Sayão - Veja, 1º de novembro/17)
Quanto à microestrutura textual, pode-se dizer que alguns elementos linguísticos, embora não sejam classificados como conjunções, têm papel importante na articulação das orações, funcionando como operadores argumentativos. Observe o que se afirma sobre algumas partículas presentes no texto REFLEXÃO SOBRE BULLYING da página anterior e marque (V) para verdadeiro e (F) para falso.
( ) “Justamente” (L.5) é um advérbio de tempo, que junto à expressão “nesse dia”, remete à data comemorativa do combate ao bullying.
( ) “Afinal” (L. 08; 10) é um advérbio de caráter avaliativo que tem importante função comunicativa, pois chama a atenção para a
pergunta enunciada, imprimindo subjetividade ao texto.
( ) “Também” (L.17) é um advérbio de inclusão, que no contexto de uso, favorece a inferência de que muito mais do que é enunciado na oração deixou de ser ensinado.
( ) “Agora” (L.19) é um advérbio de tempo, que acumula, no contexto de uso, outra função a de marcador discursivo, de valor adversativo, ou conclusivo, servindo para chamar a atenção para a pergunta enunciada.
A sequência CORRETA é
O trecho a seguir revela as influências de um importante teórico para o desenvolvimento humano. “Enfatiza o aspecto interacionista, pois considera que é no plano intersubjetivo, isto é, na troca entre as pessoas, que têm origem às funções mentais superiores. O plano interno, não preexiste, mas é constituído pelo processo de internalização, fundado nas ações, nas interações sociais e na linguagem”.
O responsável por tais ideias chama-se