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1

457941201363208
Ano: 2017Banca: IBFCOrganização: SEDUC-MTDisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Vanguardas Artísticas Europeias | Movimentos Literários
“Do francês avant-garde, a palavra vanguarda significa o que marcha na frente”. Artística ou politicamente, vanguarda são grupos ou correntes que apresentam uma proposta e/ou uma prática inovadora.” (Cereja & Magalhães, 2005: 391). A este respeito, considere as afirmativas a seguir atribuindo valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) No Futurismo, Marinetti lançou um Manifesto cujas propostas eram revolucionárias. Algumas delas são: destruição da sintaxe; abolição dos adjetivos e advérbios; destruição do eu psicologizante.
( ) O Cubismo, embora tenha sido iniciado na pintura com Pablo Picasso, também ocorreu na literatura, e suas características foram a lógica, o humor, anti-intelectualismo, simultaneidade, linguagem predominantemente nominal. ( ) Alguns dos fundamentos do Expressionismo são: a arte não é imitação, mas criação subjetiva, livre; a razão é objeto de descrédito; a arte se desvincula do conceito de belo e feio e torna-se uma forma de contestação.
( ) O movimento dadá (Dadaísmo) pretendeu ser uma resposta à nítida decadência da civilização apresentada pelo conflito da guerra. Disto proveio a irreverência, o deboche, a agressividade e o ilogismo dos textos dadaístas.
( ) No Surrealismo, duas foram as linhas de atuação: as experiências criadoras automáticas e o imaginário extraído do sonho. Nelas, são frequentes o ilogismo, o sonho, a loucura, a hipnose, o humor negro, a livre expressão dos impulsos sexuais, entre outros.

Assinale a alternativa que traga, de cima para baixo, a sequência correta.
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2

457941201613173
Ano: 2021Banca: IF Sul Rio-GrandenseOrganização: IF Sul Rio-GrandenseDisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Vanguardas Artísticas Europeias | Estudos Literários | Classificação dos Gêneros Literários | Gêneros Literários | Movimentos Literários
Texto associado

HÚMUS


Pátios de lajes soerguidas pelo único

esforço da erva: o castelo –

a escada, a torre, a porta,

                                                  a praça. 

Tudo isto flutua debaixo

de água, debaixo de água.

                                               − Ouves

o grito dos mortos?


A pedra abre a cauda de ouro incessante,

só a água fala nos buracos.


São palavras pronunciadas com medo de pousar,

uma tarde que viesse na ponta dos pés, o som

devagar de uma

borboleta.

                                      − A morte não tem

só cinco letras. Como a claridade na água

para me entontecer,

                                       a cantaria lavrada:

com um povo de estátuas em cima,

com um povo de mortos em baixo.


Primaveras extasiadas, espaços negros, flores desmedidas

− todos os dias debalde repelimos os mortos.


É preciso criar palavras, sons, palavras

vivas, obscuras, terríveis.

[...]


HELDER, Herberto. Poemas completos. Rio de Janeiro: Tinta-da-china Brasil, 2016. p. 215-216.

O poema de Herberto Helder, do qual se apresenta apenas o excerto inicial, foi construído a partir de fragmentos provenientes de uma edição distinta da obra homônima de Raul Brandão (a segunda edição, não considerada como versão definitiva), resgatando tal produção após quase 50 anos de seu lançamento.

Com base no excerto, em seu diálogo com o texto-fonte e nas características da produção de Herberto Helder apontadas por Saraiva e Lopes (2004), leia as afirmações abaixo e marque V, para as verdadeiras, e F, para as falsas.

( ) Ao empreender uma operação que recombina diferentes passagens do texto-fonte, Herberto Helder adota uma postura de transgressão da linearidade do discurso. Com isso, não só se alinha à experimentação que predomina na poesia portuguesa durante a década de 1960, mas também se mostra tributário do Surrealismo, uma vez que a montagem possibilita uma liberdade metafórica própria desse movimento.
( ) A rede imagética obtida pela modificação do texto-fonte altera a cena inicial, trazendo ao poema camadas de significação distintas daquelas que se manifestam na abertura da obra de Brandão. A presença, por exemplo, de metáforas associadas ao elemento aquático minimiza o abatimento associado à imagem do “invólucro de pedra”, dado pertencerem ao campo semântico da fluidez.
( ) A transmutação operada por Helder no nível do significante também se manifesta tematicamente: imagens ligadas à finitude são apresentadas juntamente com símbolos de fecundação e renascimento, sugerindo uma ideia de coincidência dos opostos própria do imaginário hermético-alquímico. A simetria entre o que está “em cima” e o que está “em baixo” reforça essa possibilidade interpretativa.

A sequência correta, de cima para baixo, é
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3

457941200544458
Ano: 2011Banca: FCCOrganização: Prefeitura de São Paulo - SPDisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Movimentos Literários | Vanguardas Artísticas Europeias
Texto associado
Para responder à questão, considere o texto abaixo, de Ilka Brunhilde Laurito, publicado em Canteiro de obras (São Paulo: Edicon/Scortecci, 1985, p. 43), na unidade “Folclíricas”.

Poeminha fulminante 
Para Flávia e Lygia 
Relampa? 
Relampadeja? 
Relampeja? 
Relampagueia? 
Relampeia? 
Relampadeia? 
E, enquanto a luz 
não esclarece as letras, 
o raio que me parta 
chega. 
Considerando os efeitos de sentido produzidos pelo poema, é correto afirmar:
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4

457941201193922
Ano: 2020Banca: MS CONCURSOSOrganização: Prefeitura de Chupinguaia - RODisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Movimentos Literários | Vanguardas Artísticas Europeias
O Jeca Tatu, que desponta no artigo “Velha Praga”, incluído em Urupês, é o símbolo do atraso e ignorância do homem rural paulista, responsável pela devastação das matas da Mantiqueira, pela prática agrícola da queimada (coivara) e pela decadência da agricultura da região. O Jeca foi tomado como símbolo nacionalista em discurso famoso de Rui Barbosa, no Senado, transformou-se depois, em garotopropaganda de um conhecido fortificante, o Biotônico Fontoura.
Posteriormente, o autor reconhece que o Jeca Tatu, embora possuísse todos os defeitos que apontou, ainda era a melhor coisa que o Brasil possuía. Em 1947, em outro livrinho. O Zé Brasil, o autor retoma a figura do Jeca, mas em outra perspectiva: o sistema econômico brasileiro é o culpado de tudo, tudo pertence a uns poucos homens, e os milhões de jecas-tatus e zés-brasis é que pagam... Jeca Tatu simboliza a situação do caipira brasileiro, abandonado pelos poderes públicos às doenças, ao atraso econômico, educacional e à indigência política. Jeca Tatu, um caipira de barba rala e calcanhares rachados, porque não gostava de usar sapatos, era pobre, ignorante e avesso aos hábitos de higiene urbanos. Morava na região do Vale do Paraíba (SP), distinta por seu atraso, naquela época. O criador da personagem Jeca Tatu é:
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5

457941201147373
Ano: 2018Banca: IF-MTOrganização: IF-MTDisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Vanguardas Artísticas Europeias | Movimentos Literários | Romantismo Literário
Texto associado

Texto IV: base para a questão.


                          Um homem de consciência


      Chamava-se João Teodoro, só. O mais pacato e modesto dos homens. Honestíssimo e lealíssimo, com um defeito apenas: não dar o mínimo valor a si próprio. Para João Teodoro, a coisa de menos importância no mundo era João Teodoro.

      Nunca fora nada na vida, nem admitia a hipótese de vir a ser alguma coisa. E por muito tempo não quis nem sequer o que todos ali queriam: mudar-se para terra melhor.

      Mas João Teodoro acompanhava com aperto de coração o desaparecimento visível de sua Itaoca.

      — Isto já foi muito melhor, dizia consigo. Já teve três médicos bem bons - agora só um e bem ruinzote. Já teve seis advogados e hoje mal dá serviço para um rábula ordinário como o Tenório. Nem circo de cavalinhos bate mais por aqui. A gente que presta se muda. Fica o restolho. Decididamente, a minha Itaoca está acabando...

      João Teodoro entrou a incubar a ideia de também mudar-se, mas para isso necessitava dum fato qualquer que o convencesse de maneira absoluta de que Itaoca não tinha mesmo conserto ou arranjo possível.

      — É isso, deliberou lá por dentro. Quando eu verificar que tudo está perdido, que Itaoca não vale mais nada de nada de nada, então arrumo a trouxa e boto-me fora daqui.

      Um dia aconteceu a grande novidade: a nomeação de João Teodoro para delegado. Nosso homem recebeu a notícia como se fosse uma porretada no crânio. Delegado, ele! Ele que não era nada, nunca fora nada, não queria ser nada, não se julgava capaz de nada...

      Ser delegado numa cidadezinha daquelas é coisa seríssima. Não há cargo mais importante. É o homem que prende os outros, que solta, que manda dar sovas, que vai à capital falar com o governo. Uma coisa colossal ser delegado - e estava ele, João Teodoro, de-le-ga-do de Itaoca!...

    João Teodoro caiu em meditação profunda. Passou a noite em claro, pensando e arrumando as malas. Pela madrugada, botou-as num burro, montou no seu cavalo magro e partiu.

     — Que é isso, João? Para onde se atira tão cedo, assim de armas e bagagens?

     — Vou-me embora, respondeu o retirante. Verifiquei que Itaoca chegou mesmo ao fim.

— Mas, como? Agora que você está delegado?

— Justamente por isso. Terra em que João Teodoro chega a delegado, eu não moro. Adeus. E sumiu."

(Monteiro Lobato, CIDADES MORTAS. 12a Edição. São Paulo, Editora Brasiliense, 1965)

Podemos reconhecer no conto elementos que o inserem no:


I - Modernismo, cujo projeto era o desejo de revelar o "verdadeiro" Brasil para o brasileiro, numa perspectiva não idealizada.

II - Pré-modernismo, pois há um diálogo concomitante com as estruturas estéticas do passado (como o Realismo) e as de renovação que estavam para surgir (como o Modernismo).

III - Romantismo, pois a descrição de Itaoca, cidade do interior de São Paulo, segue os parâmetros do regionalismo dessa estética literária.


A partir das assertivas acima, julgue-as e marque a alternativa correta.

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6

457941201652204
Ano: 2021Banca: IF Sul Rio-GrandenseOrganização: IF Sul Rio-GrandenseDisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Vanguardas Artísticas Europeias | Simbolismo Literário | Movimentos Literários
Texto associado

13 de Novembro

Ouço sempre o mesmo ruído de morte que devagar rói e persiste...

Uma vila encardida — ruas desertas — pátios de lajes soerguidas pelo único esforço da erva — o castelo — restos intactos de muralha que não têm serventia: uma escada encravada nos alvéolos das paredes não conduz a nenhures. Só uma figueira brava conseguiu meter-se nos interstícios das pedras e delas extrai suco e vida. A torre — a porta da Sé com os santos nos seus nichos — a praça com árvores raquíticas e um coreto de zinco. Sobre isto um tom denegrido e uniforme: a humidade entranhou-se na pedra, o sol entranhou-se na humidade. Nos corredores as aranhas tecem imutáveis teias de silêncio e tédio e uma cinza invisível, manias, regras, hábitos, vai lentamente soterrando tudo. Vi, não sei onde, num jardim abandonado — inverno e folhas secas — entre buxos do tamanho de árvores, estátuas de granito a que o tempo corroera as feições. Puíra-as e a expressão não era grotesca mas dolorosa. Sentia-se um esforço enorme para se arrancarem à pedra. Na realidade isto é como Pompeia um vasto sepulcro: aqui se enterraram todos os nossos sonhos... Sob estas capas de vulgaridade há talvez sonho e dor que a ninharia e o hábito não deixam vir à superfície. Afigura-se-me que estes seres estão encerrados num invólucro de pedra: talvez queiram falar, talvez não possam falar.

Silêncio. Ponho o ouvido à escuta e ouço sempre o trabalho persistente do caruncho que rói há séculos na madeira e nas almas.


BRANDÃO, Raul. Húmus. São Paulo: Carambaia, 2017.

O excerto acima pertence ao primeiro capítulo de Húmus, obra publicada em 1917 e considerada a produção mais relevante de Raul Brandão.


Sobre o texto e seu contexto de produção, abordados por Saraiva e Lopes (2004), considere as seguintes afirmações: 


I. A opção pelo diário, conforme evidencia a indicação da data na abertura do excerto, favorece a utilização de um tom confessional e a manifestação de um pendor memorialista, traços que permitem a vinculação dessa obra ao movimento saudosista, cuja inspiração decorre das composições de Teixeira de Pascoaes.

II. A natureza sensorial dos elementos utilizados para figurar a degradação e a banalidade do ambiente permite aproximar o procedimento à torturada estilística impressionista de Fialho de Almeida, a quem Raul Brandão reconhecerá como seu precursor.

III. Ao estabelecer uma relação de similaridade entre as estátuas disformes do jardim e os sepultados pelo desastre de Pompeia, para, em seguida, associar esse “invólucro de pedra” às “capas de vulgaridade” que aniquilam a possibilidade do sonho, o narrador antecipa a situação de abatimento existencial das personagens ligadas à vila.


Estão corretas as afirmativas

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7

457941201420225
Ano: 2018Banca: MS CONCURSOSOrganização: Prefeitura de Jequié - BADisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Concretismo | Barroco Literário | Modernismo Brasileiro | Literatura de Informação | Romantismo Literário | Realismo Literário | Arcadismo Literário | Parnasianismo Literário | Tendências Contemporâneas | Simbolismo Literário | Naturalismo Literário | Vanguardas Artísticas Europeias | Movimentos Literários
Relacione as duas colunas de acordo com a característica e o período literário e assinale a alternativa correta: 

A) Barroco.   
              
B) Arcadismo.

C) Simbolismo. 

D) Romantismo 

E) Parnasianismo. 

F) Modernismo.

1 - Regionalismo.             

2 - Oposições.          

3 - Bucolismo.          

4 - Busca da perfeição poética.     

5 - Condoreirismo.           

6 - Introspecção, mergulho nas profundezas do eu.  
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8

457941201778921
Ano: 2010Banca: UFU-MGOrganização: UFU-MGDisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Vanguardas Artísticas Europeias | Movimentos Literários | Modernismo Brasileiro

Leia o poema transcrito abaixo.


146- VERBO CRACKAR

Eu empobreço de repente

Tu enriqueces por minha causa

Ele azula para o sertão

Nós entramos em concordata

Vós protestais por preferência

Eles escafedem a massa

Sê pirata

Sede trouxas

Abrindo o pala

Pessoal sarado

Oxalá que eu estivesse sabido que esse verbo era irregular.

ANDRADE, Oswald. Memórias sentimentais de João Miramar.


Assinale a alternativa correta.

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9

457941200824681
Ano: 2017Banca: IFBOrganização: IFBDisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Vanguardas Artísticas Europeias | Movimentos Literários
Texto associado
Esses dois célebres textos modernos dialogam com um manifesto lançado no início do século XX, na Europa, por ocasião das Vanguardas Europeias:

“Existe a ordem dos colegiais infantes que saem
das escolas de mãos dadas, dois a dois. Existe
uma ordem nos estudantes das escolas
superiores que descem uma escada de quatro
em quatro degraus, chocando-se lindamente.
Existe uma ordem, inda mais alta, na fúria
desencadeada dos elementos.”

(ANDRADE, Mário de. Prefácio Interessantíssimo. Poesias completas. Belo Horizonte: Villa Rica, 1993.)

“Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestações de apreço ao Sr.diretor.”

(BANDEIRA, Manuel. Poética. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: José Olympio, 1990.)
Levando em conta o desejo de liberdade geral (interpretada nos dois textos citados), de irreverência e de ruptura total, com a história da tradição, qual é o movimento de Vanguarda que mais defendeu esses ideais?
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10

457941201516364
Ano: 2018Banca: FADESPOrganização: IF-PADisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Vanguardas Artísticas Europeias | Parnasianismo Literário | Movimentos Literários
O poeta Bruno de Menezes (1893-1963) interpretou a cultura dos afrodescendentes na Amazônia, seguindo propostas do Modernismo brasileiro, que se caracterizou pela liberdade criadora. Seu livro mais famoso, Batuque (1931), agrega a possibilidade de um projeto de letramento literário que releve
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