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Um psicólogo atende um paciente internado há 48 horas, devido a um quadro hepático grave. A equipe que pediu a intervenção do psicólogo não o informou das razões para o encaminhamento. A enfermagem comenta que o paciente está agitado e insone. Na entrevista com o psicólogo, o paciente apresenta sudorese e tremores intensos. Logo antes do diálogo iniciar, o paciente dirige o olhar para a parede, em um ponto à direita do psicólogo, faz um gesto negativo com a cabeça, fixa a atenção por um momento e, depois, começa a rir muito.
Com base nesses dados, qual é a hipótese diagnóstica mais provável que cabe ao psicólogo verificar?
Analise o trecho a seguir.
Transtorno "crônico e até debilitante. Por definição, os sintomas devem ter se iniciado antes dos 30 anos de idade e estado presentes por vários anos. Pensa-se que episódios de aumento da gravidade dos sintomas e desenvolvimento de novos sintomas duram de 6 a 9 meses e podem ser separados por períodos menos sintomáticos durando de 9 a 12 meses. Raramente, contudo, um paciente com esse transtorno passa mais de um ano sem procurar assistência médica. Em geral, períodos de aumento do estresse se associam à exacerbação de queixas somáticas."
(Kaplan e Sadock, 2007)
O trecho acima se refere a que tipo de transtorno somatoforme?
Relato Clínico: Um cirurgião plástico do hospital solicitou ao psicólogo que faça uma apreciação clínica documentada de maior abrangência possível sobre uma paciente. Relata que essa paciente já fez algumas cirurgias de pequeno porte. Na última consulta no hospital, a paciente manifestou um sofrimento psíquico intenso, com uma marca no corpo. Diz a paciente que tal marca lhe impede de viver bem, causando prejuízos para sua vida social e ocupacional. O cirurgião relata que a paciente traz marcas reais e outras que ele acredita não se justificarem intervenção. São, porém, percebidas por ela de modo diferente. Tais percepções são provocadas por uma insatisfação corporal intensa. O médico acrescenta, ao seu relato, que ela apresenta um corpo com tatuagens e outros sinais. Sua insatisfação com seu corpo é constante e em diversas partes. Agora ela incomodou-se com locais no corpo onde não há relevância para intervenção. A paciente acredita que os olhares nos ambientes em que frequenta são dirigidos para essa marca, motivo que a faz solicitar ao médico agendamento de nova intervenção.
O psicólogo insere também no seu documento a classificação de sua hipótese diagnóstica para apresentar ao médico. Esse profissional utiliza da Classificação Internacional de Doenças (CID–10) para indicar as possibilidades do transtorno mental e comportamental descrito. De acordo com o relato clínico, a situação enquadra-se no código