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Agora, porém, partirá injustiçado se de fato for embora, mas não por nós, as leis, e sim pelos homens; mas se fugir depois de tão vergonhosamente revidar injustiça com injustiça e o mal com o mal, rompendo os seus pactos e acordos conosco e ferindo àqueles que menos deveria – a si mesmo e aos amigos, ao país e a nós – , ficaremos zangadas com você...
(PLATÃO, Críton. In MARCONDES, Danilo. Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007. p. 25)
Com o argumento exposto no texto, Sócrates convence Críton de que, apesar da pena que recebe,
sua recusa a fugir faz sentido. Sobre o argumento de Sócrates, é correto afirmar que
Sócrates: — Nem de modo algum — prossegui eu — contar que os deuses lutam com os deuses, que conspiram e combatem — pois nada disso é verdade — se queremos que os futuros guardiões da nossa cidade considerem uma grande vileza o odiarem-se uns aos outros por pouca coisa. Não se lhes devem contar ou retratar lutas de gigantes e outras inimizades múltiplas e variadas, de deuses e heróis para com parentes ou familiares seus.
Platão. A República.
A partir do texto apresentado e dos múltiplos aspectos a ele relacionados, julgue o item a seguir.
A condenação de Sócrates à morte foi um fator determinante
para os elogios de Platão à democracia ateniense, presentes
em seu diálogo.