Julgue o item com relação aos tribunais de contas.
Os tribunais de contas, embora auxiliem o Poder
Legislativo no controle exógeno da administração, se
valem de argumentos técnico-jurídicos em seus
julgamentos, e não de critérios políticos.
No que diz respeito ao controle da administração pública pelos
tribunais de contas, assinale a opção correta, considerando, no
que couber, as jurisprudências do STF, do Tribunal de Contas da
União (TCU) e do Tribunal de Contas do Estado do Paraná
(TCE/PR).
No que se refere às contas na Administração Pública, julgue
os itens que se seguem.
I A Administração Pública está sujeita a vários tipos de
controle, que podem ser classificados considerando-se
quem os realiza, de que forma, em que momento e com
que finalidade; um não dispensa o outro e todos estão
interligados por um objetivo final: garantir à qualidade e
a lisura dos atos administrativos na realização do
interesse público.
II O controle direto é aquele exercido pelos cidadãos e por
associações comunitárias; o controle interno é feito
dentro do próprio poder sobre seus próprios atos e
agentes; o controle externo é exercido por um dos
poderes sobre o outro, compreendendo tanto o controle
jurisdicional, ou judicial, quanto o legislativo.
Ex-presidente de uma autarquia sofre tomada de contas especial determinada pelo Tribunal de Contas da União – TCU em razão de apuração de denúncia recebida naquele Tribunal.
A autarquia instaurou a tomada de contas especial com a finalidade de quantificar o montante de recursos gastos com o fretamento de aeronaves (taxi aéreo) pelo seu ex- presidente.
Tal procedimento resultou na apuração de despesas relativas a 59 (cinquenta e nove) voos no período de sua gestão desde sua posse até a data em que foi afastado do cargo.
A comissão condutora da tomada de contas especial, não obstante as considerações do interessado, concluiu pela ausência de motivação para a contratação dos voos realizados.
A referida comissão ressaltou também que encontrou reportagens de jornais da época do fato, todas juntadas aos autos, noticiando que o então presidente da autarquia, por ter pretensão de ocupar cargo político, acompanhava o governante do Estado onde a autarquia era sediada em viagens e auxiliava outros governantes em suas respectivas plataformas políticas, com a utilização da autarquia que presidia como “trampolim político”.
Endossando o entendimento da comissão de tomada de contas especial, o TCU considerou que o ex-presidente da referida autarquia praticou ato antieconômico e julgou pela irregularidade de suas contas, aplicando-lhe multa.
Considerando o caso concreto acima narrado e a jurisprudência do TCU acerca do seu papel no exercício do controle da administração pública, avalie as questões a seguir, assinalando falso (F) ou verdadeiro (V) para cada uma delas, em seguida, marque a opção que apresenta a sequência correta.
( ) A motivação para a instauração da tomada de contas especial foi indevida, porquanto invadiu o mérito administrativo, na medida em que compete ao administrador a escolha do meio de transporte que melhor lhe aprouver.
( ) Quando se examina o interesse público sob a ótica da economicidade, a partir de parâmetros e metas de eficiência, eficácia e efetividade e tendo presente o princípio da razoabilidade, devem ser identificadas as situações em que os administradores públicos tenham adotado soluções absurdamente antieconômicas. Caso seja possível identificar, a partir da razoabilidade essas soluções, a conclusão é a de que elas são ilegítimas.
( ) Não é da competência do TCU, invocando os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, manifestar-se sobre o mérito administrativo, posto que teria sido tomado na órbita da discricionariedade a que a lei reserva ao administrador público.
( ) A análise da discricionariedade administrativa mostra- se viável para a verificação da sua regularidade em relação às causas, aos motivos e à finalidade que ensejam os dispêndios de recursos públicos, devendo o gestor público observar os critérios da proporcionalidade e da razoabilidade no exercício de suas funções administrativas.
( ) O controle da economicidade envolve questão de mérito para verificar se o órgão procedeu, na aplicação da despesa pública, de modo mais econômico, atendendo, por exemplo, a uma adequada relação custo-benefício.
Moacir é servidor público da Câmara do Município Beta, cidade
rural situada no interior do Estado Delta, e é responsável pelo
controle interno da Casa Legislativa. No exercício de suas
funções, Moacir tomou conhecimento de ilegalidade praticada
pela sociedade empresária Alfa contratada pela Câmara,
consistente em superfaturamento em contrato administrativo,
que gerou dano ao erário no valor de quatrocentos mil reais.
Em matéria de controle da administração pública, sabendo que a
legislação local de regência é no mesmo sentido do texto da
Constituição da República, Moacir deve dar ciência da ilegalidade
ao (à)
Determinada agência de fomento estadual, enquadrada como
instituição financeira, é instada pelo competente Tribunal de
Contas a apresentar dados relativos aos financiamentos públicos
por ela concedidos.
Julgue o item subsequente, relativo aos princípios fundamentais, aos direitos e deveres individuais e coletivos, aos direitos sociais e à fiscalização contábil, financeira e orçamentária.
Os tribunais de contas estaduais têm competência
constitucional para impor sanções, razão pela qual o
Poder Judiciário não pode desempenhar o controle de
legalidade dos atos de fiscalização por eles exercidos.