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Com referência a indicadores do desenvolvimento econômico e social, perfil demográfico e desigualdades pessoais e espaciais de renda e de riqueza brasileira, julgue o item que se segue.
O índice de Gini, um dos principais indicadores
socioeconômicos, varia de 0 a 1; quanto mais se aproxima
de 1, menor a desigualdade de renda.
Após cinco dias de debates, termina, nesta sexta-feira (31/03), em Belém, Seminário Pan-Amazônico de Proteção Social. O evento, o maior encontro internacional voltado para a região, reuniu representantes do Brasil, da Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Peru, República da Guiana e Suriname. Ao final, os países assinaram um documento que aponta os compromissos dos países para promover justiça social, igualdade e o uso sustentável dos recursos naturais da região.
Fonte: http://www.brasil.gov.br/meio-ambiente/2017/03/paises-assinam-carta-para-promover-desenvolvimento-social-da-regiao-amazonica
Assinale a alternativa CORRETA que aponta o nome
do documento assinado neste Seminário:
Os textos abaixo, extraídos de pesquisas realizadas, respectivamente, por Pedro Ferreira de Souza e Marcelo Medeiros, especialistas em desigualdade socioeconômica, referem-se à fração média da renda nacional recebida pelo 1% mais rico da população no Brasil:
Texto I
As comparações corroboram que o Brasil é um dos países com maior concentração no topo, quiçá o que apresenta a maior. Por aqui, o 1% mais rico recebe em torno de 23% da renda total. Em outros países muito desiguais, esse percentual fica próximo a 20%, como nos Estados Unidos e na Colômbia. Nos países mais igualitários, ele não ultrapassa os 10%, como na França e no Japão [...]. O caráter inercial da desigualdade e sua tendência a mudar depressa apenas em situações de crise e ruptura podem ser vistos em muitos outros países. É raro observar mudanças prolongadas, graduais e profundas na fatia apropriada pelo topo da distribuição.
SOUZA, P. G. F. Uma história de desigualdade: a concentração de renda entre os ricos no Brasil – 1926-2013. São Paulo: Hucitec, 2018. p. 262. Adaptado.
Texto II
Quem quer entender desigualdade no Brasil tem que olhar para a desigualdade racial. Quem quer entender desigualdade racial tem que olhar para os ricos. Uma parte muito grande da desigualdade racial nos salários é dada pela diferença entre os trabalhadores de renda alta e os demais trabalhadores. As portas do mundo dos ricos são muito estreitas, mas para os negros elas estão praticamente fechadas e não vão se abrir sozinhas [...]. Os negros são uma minoria no grupo dos ricos e, entre eles, são os menos ricos. Não é simples explicar essa desigualdade sem passar seriamente pela ideia de racismo estrutural. Fatores que são tomados como determinantes da desigualdade em geral não conseguem predizer muito bem as chances de negros e brancos estarem entre os ricos. A raça, no entanto, ganha importância à medida que se vai para partes mais altas da pirâmide social. Ou seja, raça é uma barreira crescente, a qual se torna mais difícil de superar conforme as pessoas vão ficando mais ricas.
MEDEIROS, M. Os ricos e os pobres: o Brasil e a desigualdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2023. p.96-97. Adaptado.
A respeito de mercado e de condições de emprego e renda no Brasil, julgue o item subsequente.
Qualquer indivíduo em idade ativa que não trabalhe enquadra-se nas estatísticas de desemprego.
No que se refere à dinâmica e aos desafios do investimento público no Brasil e aos impactos da pandemia de covid-19 na administração pública, julgue o próximo item.
Obras públicas de infraestrutura abandonadas ou paralisadas
impactam a geração de melhorias econômicas e a promoção
de mudanças que poderiam diminuir as desigualdades
regionais.