Após busca e apreensão determinada pela Justiça, terceiro alega
a propriedade de determinado bem que não mais interessava ao
processo. Por outro lado, o réu alega que o bem é de sua
propriedade. Seguro da propriedade do bem, o terceiro pretende
recuperá-lo de imediato, apesar de em curso ação penal e da
argumentação do réu.
Considerando as informações narradas, é correto afirmar que o
terceiro:
A empresa XYZ, ao transportar madeira
irregularmente por uma estrada rondoniense em
um caminhão adaptado para a prática, foi
surpreendida por fiscais, que apreenderam o veículo.
Após processo administrativo, com o regular
julgamento do auto de infração, a empresa perdeu
para o Estado os bens apreendidos na fiscalização.
Após os acontecimentos narrados, o juiz penal, no
bojo de inquérito policial sobre o mesmo fato:
I – Numa viagem aérea com saída de Florianópolis e destino Chapecó ocorre um homicídio exatamente quando o avião está sobrevoando Lages. Pode-se dizer, pelas regras do Código de Processo Penal, que o julgamento poderá ser efetuado em Florianópolis ou em Chapecó.
II – A argüição de suspeição precederá a qualquer outra, salvo quando fundada em motivo superveniente.
III – A restituição das coisas apreendidas, quando cabível, somente poderá ser ordenada pela autoridade judicial, mediante termo nos autos, desde que não exista dúvida quanto ao direito do reclamante.
IV – Segundo o Decreto-Lei n. 3.240/41, ficam sujeitos a sequestro os bens de pessoa indiciada por crime de que resulta prejuízo para a fazenda pública, ou por crime definido no Livro II, Títulos V, VI e VII da Consolidação das Leis Penais desde que dele resulte locupletamento ilícito para o indiciado.
V – De acordo com o Código de Processo Penal são inadmissíveis as provas derivadas das ilícitas, inclusive aquelas que puderem ser obtidas por uma fonte independente das primeiras.
Caio foi preso em flagrante pela prática do crime de roubo,
previsto no artigo 157, caput, do Código Penal, por ter
subtraído, mediante o emprego de violência, um cordão de
ouro e um relógio das vítimas Tício e Mévio. O produto do
crime foi apreendido por ordem da autoridade policial a fim
de que instruísse a investigação e, posteriormente, a
instrução criminal. Oferecida denúncia e instaurada a ação
penal, Caio foi condenado, em primeira instância, a cinco anos
de reclusão, em regime de cumprimento de pena inicialmente
fechado. Ao cabo da instrução criminal, tanto Tício quanto
Mévio alegavam ser proprietários de ambos os bens
subtraídos, de maneira que o juiz consignou na sentença
penal condenatória que não foi possível apurar devidamente
a quem pertenciam o cordão de ouro e o relógio, muito
embora tenham sido comprovadas a materialidade e a autoria
delitivas. Apenas a defesa interpôs recurso de apelação, em
que pleiteou exclusivamente a redução da pena imposta ao
mínimo legal, tendo em vista ser Caio réu primário e de bons
antecedentes. Com base nas informações acima expostas,
assinale a alternativa correta no tocante à restituição das
coisas apreendidas.