Com o advento das sociedades disciplinares, a prisão desponta como sendo a punição por excelência. Contudo, o projeto da técnica corretiva que acompanhou a lógica da detenção punitiva é simultâneo à crítica da prisão e de seus métodos. Assim, segundo Foucault, a promessa de regenerar o apenado através do encarceramento corresponde a uma utopia fracassada, haja vista a prisão:
Achille Mbembe é um importante pensador camaronês que faz uma releitura das noções ligadas ao racismo de Estado trazidas por Michel Foucault, juntamente com contribuições teóricas de outros autores também importantes para refletir sobre as relações entre Estado, violência e colonialidade. Como exemplo, a chamada guerra às drogas como política de Estado produz práticas de desumanização, criminalização e extermínio de grupos socialmente vulneráveis.
Para pensar essa forma de gestão, Mbembe cria o conceito chave de
A arte de punir, segundo Foucault, põe em funcionamento cinco operações bem distintas. No regime do poder disciplinar, a punição visa ao seguinte fator:
De acordo com Michel Foucault, "a prisão é um duplo erro
econômico: diretamente pelo custo intrínseco de sua
organização e indiretamente pelo custo da delinqüência
que não se reprime". Em relação à obra Vigiar e Punir, de
autoria desse pensador francês, assinale a alternativa que
não está de acordo com as ideias descritas nessa obra.
A judicialização da vida vem colocando em ação práticas cada vez
mais segregativas. A sociedade civil e a população em geral
tornam-se alvos permanentes de intervenção governamental
com o objetivo de prolongar a duração da vida, de um lado, e de
outro, multiplicar para alguns o risco de morte ou decretar a
morte política. A questão central passa então a ser: como deixar
morrer aquilo que não serve à vida?
Trata-se de uma gestão caracterizada por Michel Foucault como:
Nas conferências proferidas em A Verdade e as Formas Jurídicas,
Foucault assinalava que o exame penal surgido no contexto
político e histórico dos séculos XVII / XIX serviria de matriz para a
formação das ciências humanas, entre as quais podemos incluir a
Psicologia.
Por sua vez, a tragédia de Édipo Rei, escrita por Sófocles na
Grécia Clássica, portanto, em uma época anterior, corresponde à
forma jurídica baseada
A figura do delinquente ou do anormal corresponde às práticas
de constituição do sujeito, cujos modos de subjetivação estão
ligados, segundo Michel Foucault, ao exercício do poder. De
importância inegável para a psicologia, especialmente a
psicologia jurídica, a analítica dos poderes é, para esse autor, o
modo de abordar o tema do sujeito.
De acordo com M. Foucault, é correto afirmar que o poder: