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De acordo com Chauí, 1991, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta.
I. Perguntar pela utilidade da Filosofia geralmente esconde ou supõe uma resposta irônica, conhecida de muitos estudantes: “A Filosofia é uma ciência com a qual e sem a qual o mundo permanece tal e qual”. Em outras palavras: “A Filosofia não serve para nada”.
II. Chama-se, por isso, de “filósofo” alguém distraído, que está com a cabeça no mundo da lua, pensando e falando coisas que ninguém consegue entender e que são totalmente inúteis.
III. A pergunta “para que Filosofia?” tem, contudo, sua razão de ser e nada a ver com a cultura e o tipo de sociedade em que vivemos.
IV. Estamos numa sociedade em que só se considera como legítimo, com direito a existir, aquilo que tiver alguma finalidade prática bem visível e de utilidade imediata.
V. É compreensível que ninguém pergunte: para que as Ciências? Todos imaginam “ver a utilidade das ciências nos produtos da técnica, isto é, na aplicação científica à realidade”.
Estão corretas as afirmativas:
A afirmação “Penso, logo existo”, de Descartes, possui o seguinte significado:
Considerando os princípios lógicos pré socráticos apresentados a seguir, relacione-os corretamente aos seus autores, numerando a Coluna II de acordo com a Coluna I.
Coluna I
1. O ar
2. A terra, a água, o ar e o fogo
3. O indeterminado.
4. A água
Coluna II
( ) Anaxímenes
( ) Tales de Mileto
( ) Anaximandro
( ) Empédocles
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
Na Grécia antiga, em meio à intensa vida cultural, política e comercial das poleis, nasce a filosofia, uma forma de pensar conceitualmente o mundo e responder a problemas diversos de modo racional. Uma vez que a religião, o mito e o senso comum não mais forneciam respostas satisfatórias, os primeiros filósofos buscaram uma explicação, pautada em critérios claros, demonstrativos e não dogmáticos, para as curiosidades cosmológicas, físicas e antropológicas do seu tempo. A relação da filosofia com outros saberes é um dos traços mais fortes de sua história. Na Idade Média, por exemplo, Agostinho e Tomás de Aquino aproximaram a teologia cristã da filosofia; na modernidade, Galileu, Bacon e Newton investigaram na filosofia, na física e na ciência nascente o método perfeito. As artes também constituem outro ponto de convergência para os interesses filosóficos. Com os pensadores da teoria crítica, como Benjamin e Adorno, vê-se como a produção e a fruição da arte, sob o ponto de vista filosófico e histórico, foram modificadas pelo desenvolvimento de meios técnicos e tecnológicos em um contexto capitalista, a que se denomina indústria cultural.
Silvio Galo. Filosofia: experiência de pensamento.
São Paulo: Scipione, 2013, p. 9 (com adaptações).