No filme Matrix, de 1999, o protagonista Neo descobre
que aquilo que ele pensava ser a realidade é, na verdade, uma
sofisticada simulação de computador cujo propósito é aprisionar
as mentes dos seres humanos. Após alguns percalços, sob a
orientação do personagem Morpheus, Neo é retirado do domínio
das máquinas e passa a experienciar o mundo real.
Considerando-se essas informações, é correto afirmar que a
referida obra, ao tratar da oposição entre o que é e o que
equivocadamente se julga ser a realidade, aborda o dualismo
filosófico entre
Analise as afirmativas abaixo sobre a pedagogia
kantiana.
1. Resultou das suas experiências como tutor
doméstico de crianças e dos cursos ministrados em universidades.
2. Parte do princípio de que o ser humano
precisa ser educado, pois somente se torna
humano através da educação.
3. Os animais nascem com instinto, característica que os aproxima do caráter humano, pois,
com a domesticação, assume atitudes que
podem ser consideradas morais.
4. A educação deve impedir que a selvageria e a
animalidade prejudiquem o caráter humano.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas
corretas.
Nietzsche é considerado o filósofo que afirma a vida.
Mais ainda, ele é o filósofo que relaciona vida e estética.
Em O Nascimento da Tragédia, a afirmação está expressa
da seguinte maneira: “Só como fenômeno estético a existência
e o mundo aparecem eternamente justificados”.
Tendo o aforismo precedente como referência inicial, julgue o item a seguir, sobre as dimensões apolínea e dionisíaca e sobre os aspectos gerais da filosofia de Nietzsche relacionados à arte.
Para Nietzsche, a embriaguez é condição necessária
e suficiente para a produção artística, por isso a ausência
de um estado de embriaguez impede o artista de criar.
“Até pouco tempo atrás, quando queríamos sustentar uma afirmação sem argumentar demais, bastava dizer: ‘É comprovado
cientificamente.’ Mas essa tática já não tem mais a mesma eficácia, pois a confiança na ciência está diminuindo. Vivemos hoje
um clima de ceticismo generalizado, uma descrença nas instituições que favorece a disseminação de negacionismos,
encampados por governos com políticas escancaradamente anticientíficas”.
ROQUE, Tatiana. O negacionismo no poder. Como fazer frente ao ceticismo que atinge a ciência e a política. Revista Piauí, n. 161, fev. 2020.
Considerando os elementos mobilizados no texto de Roque, assinale a alternativa que apresenta uma medida que, se
implementada, aumentaria a confiança da população no discurso científico.
“O problema epistemológico da objetividade científica coloca,
quer queira quer não, a questão da neutralidade dos cientistas
relativamente a todo e qualquer tipo de valoração e de
engajamentos pessoais.”
JAPIASSU, Hilton. O Mito da Neutralidade Científica. Rio de Janeiro: Imago,
1975, p. 29.
O problema da objetividade e da neutralidade é um dos mais
discutidos na epistemologia em sua história e ganha novos
contornos na contemporaneidade. As posições epistemológicas
são variadas e até antagônicas. Entre essas posições, existem
“A fenomenologia do espírito se conclui justamente com o ser como absolutamente
mediado. No curso da fenomenologia, o espírito prepara para si próprio o elemento do saber.
Neste elemento, os momentos do espírito se desdobram na forma da simplicidade, a qual sabe
o próprio objeto como si própria. Aqui os momentos não caem mais um fora do outro na
oposição entre ser e saber, mas permanecem juntos na simplicidade do saber, são o verdadeiro
na forma do verdadeiro, e sua diversidade é apenas diversidade do conteúdo. Seu movimento,
que no elemento do verdadeiro em forma de verdadeiro se estrutura em todo orgânico,
constitui a lógica ou filosofia especulativa”
Fonte: Hegel. Fenomenologia do Espírito. In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – Do Romantismo ao
Empiriocriticismo. Volume 5. São Paulo: Paulus, 2023.
A “Ciência do aparecer do espírito” ou a Fenomenologia em Hegel representa um processo de
elevação até o saber absoluto e em meio à dialética. Sobre a Filosofia hegeliana, é CORRETO
afirmar:
I. Um dos debates mais fundamentais da discussão sobre a
transcendência da humanidade, sobretudo a partir do
conceito de Pessoa, é que seus valores e conteúdo são
universais para todas as sociedades humanas.
II. Dentro da pluralidade do conceito de Pessoa, embora
concebido como transcendente, não é possível apontar
valores que sejam compartilhados por todas as sociedades
humanas.
A criação de índices de sustentabilidade nas principais bolsas de valores do mundo reflete a valorização das companhias verdes. Quando o mercado de capitais, centro financiador do desenvolvimento econômico, cria um índice, dá um recado explícito às empresas que ele procura. Nesse caso, o mercado deixa claro que a agenda socioambiental não pode ser ignorada pelas empresas que ele procura. Na Bolsa de Valores de São Paulo, o índice de sustentabilidade (ISE), criado há cinco anos, mostra resultados melhores do que o índice tradicional. No ano passado, as ações medidas pelo índice Ibovespa subiram 18,5%, enquanto as medidas pelo ISE da Bovespa aumentaram 24,7%.
Talvez a maior contradição da atual civilização tecnológica esteja
na capacidade de produzir riquezas sem, no entanto, distribuí-las
ao conjunto da humanidade. O acesso à tecnologia e a seus frutos
é o grande desafio do século XXI para mais da metade da
população mundial, que nem sequer chegou ao estágio da Revolução Industrial. Esse processo de artificialização da matéria está
levando a percepção humana a distanciar-se fisicamente da
natureza. O ser humano vai perdendo, assim, contato com a
dimensão primitiva da natureza, passando a vivê-la e a representá-la como natureza “construída” e modificada. Durante o
século XIX, a escola positivista (liderada na França por Auguste
Comte), herdeira da concepção cartesiana de ciência, acreditava que, com o progresso técnico, os homens seriam
necessariamente mais racionais em todos os campos de
atividade: na política, na ética, nos negócios, nas relações
entre as nações, na construção da paz etc. Desde então, as
avaliações sobre o papel da tecnologia oscilam entre uma
postura ingênua, em que se acredita piamente nos benefícios do progresso, e uma postura cética, que considera a
técnica nociva à humanidade.
(A IMPORTÂNCIA DA CIÊNCIA PARA A SOCIEDADE | Oliveira | Infarma –
Ciências Farmacêuticas. Adaptado.)
Ao longo do século XX coexistiram discursos muito variados
sobre a natureza da ciência e do método científico e de suas
influências na sociedade. Estabelecido nas primeiras décadas, o
positivismo lógico foi progressivamente suplantado, especialmente da segunda metade do século em diante, primeiramente
por conta das críticas de Popper. Se seguiram perspectivas epistemológicas historicamente orientadas, como as de Paul Karl
Feyerabend, filósofo da ciência e autor de alguns dos mais notáveis e polêmicos argumentos sobre o tema, que afirmava, a
entre outros fatores:
A filosofia hegeliana da história é a última consequência, levada à
sua “mais pura expressão”, de toda a historiografia alemã que
não trata de interesses reais, nem mesmo políticos, mas apenas
de uma série de pensamentos puros que devoram uns aos outros.
Tal concepção é verdadeiramente religiosa, pressupõe o homem
religioso como o homem primitivo do qual parte toda a história e,
em sua imaginação, põe a produção religiosa de fantasias no
lugar da produção real dos meios de vida e da própria vida.
Adaptado de MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A ideologia alemã. São Paulo:
Boitempo, 2007.
A visão marxiana entende que a história é movida pelas