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O surgimento do Movimento Operário no século XIX foi
Os franceses fizeram em 1789 o maior esforço que um povo já empreendeu, a fim de, por assim dizer, cortarem em dois o seu destino e separarem por um abismo o que haviam sido até então do que queriam ser dali em diante. Com esse objetivo, tomaram toda espécie de precauções para não levarem para a sua nova condição coisa alguma do passado; impuseram a si mesmos toda sorte de coerções para se moldarem diferentemente de seus pais; enfim, nada esqueceram para se tornarem irreconhecíveis.
Alexis de Tocqueville. O antigo regime e a revolução.
São Paulo: Martins Fontes, 2009, p. xlii (com adaptações).
Tendo o trecho de texto de Tocqueville como referência inicial, julgue (C ou E) o item que se segue, acerca de revoluções que marcaram a história europeia no final do século XVIII e no século XIX.
Uma consequência das revoluções de 1848 foi a saída de
Klemens von Metternich da condição de ministro do exterior
do Império Austríaco, posto por ele ocupado desde a época das
Guerras Napoleônicas.
Sobre o processo de consolidação das revoluções liberais, assinale a alternativa que define o significado do “golpe do 18 de Brumário”, ocorrido em 1851 na França.
Atente ao seguinte excerto: “De 1815 a 1847, F. Gaillot arrola uma quinzena de casos ocorridos e outros tantos de tentativas abortadas. O ludismo é mais importante em 1848, quando assume feições particularmente graves, à imagem da duração da crise e da esperança despertada pela nova República”.
(PERROT, M. Os excluídos da História. Operários, mulheres, prisioneiros. Trad. Denise Bottmann. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988, p.37.)
Sobre o ludismo, é correto afirmar que
Na Europa, as forças reacionárias que compunham a Santa Aliança não viam com bons olhos a emancipação política das colônias ibéricas na América. […] Todavia, o novo Império do Brasil podia contar com a aliança da poderosa Inglaterra, representada por George Canning, primeiro-ministro do rei Jorge IV. […] Canning acabaria por convencer o governo português a aceitar a soberania do Brasil, em 1825. Uma atitude coerente com o apoio que o governo britânico dera aos EUA, no ano anterior, por ocasião do lançamento da Doutrina Monroe, que afirmava o princípio da não intervenção europeia na América.
(Ilmar Rohloff de Mattos e Luis Affonso Seigneur de Albuquerque.
Independência ou morte: a emancipação política do Brasil, 1991.)
O texto relaciona